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Destruir Mitos para Reacender uma Paixão

Hoje em dia, a moda é a incredulidade. Descrer dos fatos, da história, dos contos, das verdades intrínsecas; descrer da amizade, do amor recíproco, da caridade e da justiça, dos relacionamentos; da política, da economia, da religião etc.; a moda é descrer ao ponto de destruir os valores advindos desses, levando-os a estaca zero, sem ao menos repensar a primazia destes para a sociedade e a vida. ‘Quase sempre’ essa crise de valores sobrecarrega as pessoas e as tonam menos vivas em si e mais manipuladas e subjugadas.

Assim como já não damos mais valor aos momentos juntos – seja numa refeição ou reunião –, assim como nosso senso de justiça que, a muito não se preocupa com as imagens de morte e desastres na mídia, ou com o empobrecido e mendigo jogado em nosso portão, assim é, também, nosso descaso com a vida, com a fé.

Não muito tempo atrás, alguns pilares da fé do cristianismo passaram pela desconstrução da era técnico-científica, mas que, de alguma forma surpreendente, resistiram às denuncias existencialistas e de demitologização. De algum modo, pessoas reacenderam os valores da fé cristã e, novamente apontaram suas flechas ao centro do verdadeiro cristianismo: Jesus.

Portanto, crer nos valores da fé hoje, pode ser uma questão de opinião e resistência ao “espírito” da moda.

mito da incredulidade, no campo da fé, nunca esteve tão em voga. E não estou fazendo uma crítica àqueles que não partilham de fé alguma ou, àqueles de fé diferente. Minha crítica é aos cristãos que lidam com os elementos basilares da fé cristã e os fazem de mitos e um meio de se chegar a algum lugar melhor, de felicidade eterna. São aqueles que alimentam uma espiritualidade conformista e sentimental.

A fé cristã é uma paixão que foi acesa uma vez pela vida e obra de Jesus, o Cristo. Agora ela é reacendida em corações que creem em sua vida, em sua obra, em seu evangelho. Não vou discutir o modo como cremos ou chegamos a crer nesses elementos da fé cristã. O mais perigoso é como a geração de cristãos tem descrido, mesmo dizendo que mantém, racionalmente, credulidade nos relatos acerca de Jesus.

Reacender a paixão ultrapassa qualquer credulidade simplória. Aqui, distingo entre credulidade e fé – sendo a credulidade uma maneira de utilizar dos ritos e mitos para se apropriar dos benefícios que está venha lhe proporcionar (intencionalmente ou não); e fé cristã como a encarnação do Cristo: mensagem e prática.

Voltar ao baluarte da fé cristã, o amor de Jesus, é romper com o mito atual da incredulidade. É reacender, novamente, o fogo interior. É cortar a linha divisória entre as disputas ocasionais e constantes da fé e as ciências. É desbancar o trono do conformismo e impulsionar à prática cristã. É dizer não aos moldes que aprisionam o fazer o bem sempre do mesmo jeito, em nome de um líder ou instituição. É dizer não aos jogos de barganha e se abrir pra realidade da paixão de Cristo. É desmentir a falsa religião e dar expressão a verdadeira religião – àquela que por meio da iluminação interior se volta em ação reconciliando o mundo com seu Criador.

Precisamos da teoria, mas é a vivência da integralidade fé + obras que remodelará a face da nova humanidade, da nova criação, da nova criatura. A boa notícia geradora da fé e esperança, que diz que Jesus abriu um novo e vivo caminho aos que creem, só pode ser apaixonante quando é vista de forma integral: creio porque tenho uma missão e, faço porque creio no Cristo que me entregou a fé e a responsabilidade por ela.

Simplificando, devemos buscar mediante o seguimento de Jesus, reacender a chama integradora de reconciliação; essa que pune, na raiz, a incredulidade e seus valores que pretendem nos tornar absortos. Devemos levar nossa fé ao campo de batalha contra a ganância que tragou e cativou as mentes dos homens, os fazendo viver como subservientes de seus sonhos individuais e por suas conquistas e bens. Devemos reacender em nós o amor daquele carpinteiro tão desprezado e humilhado pelos homens.

mito da incredulidade sendo imposto como jeito de viver e agir, só pode ser destruído ou mitigado com os constantes sons de atrito entre fé e obras, como na teoria da melodia (melódica), sendo a fé de Jesus o instrumento do nosso viver e agir.

Rafael de Campos
elfaracampos@hotmail.com
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