Ai de mim
Se o orgulho se apoderar de mim
Se a simplicidade fugir da minha vista
Se o peso nas costas me impedir de caminhar

Ai de mim
Se o rancor for maior que o perdão
Se a malícia manchar a pureza de coração
Se a facilidade for para mim o mais doce refrão

Ai de mim
Se a natureza não mais me fizer suspirar
Se a crise conseguir sucumbir a minha fé
Se passar a considerar fraco e tolo todo aquele que sonha

Ai de mim
Se meus erros já não me fizerem mudar
Se as lágrimas secarem de tanta indiferença
Se a morte voltar a me causar terror

Ai de mim
Se estiver disponível apenas aos que podem me retribuir
Se o dinheiro fizer brilhar os meus olhos
Se meus pensamentos girarem em torno da minha reputação

Ai de mim
Miserável homem que sou
E serei muito pior
Se reduzir-me à insignificância
De não ser mais útil por ter desistido
De não amar com intensidade por ter esfriado
De dizer que não creio, pelo medo de tocar o impossível.

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz
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