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Tag: crise

Desisti de desistir

Quanto peso, quanta carga
promessas que nunca se cumprem
dores que latejam na alma
sensação de estafa
esgotamento total
Quando desistir parece um mandamento
é como se tudo gritasse: Acabou!

Ai de mim!

Ai de mim
Se o orgulho se apoderar de mim
Se a simplicidade fugir da minha vista
Se o peso nas costas me impedir de caminhar
Ai de mim
Se o rancor foi maior que o perdão

Quando a vida diz sim à vida

Se por algum capricho
Ou por compromisso
Por algum feitiço
Ou por artifício
Ou sem nada disso
Mesmo assim!
A vida diz à vida que sim.
Com muita estranheza
Sem muita clareza
Sem a ter a certeza

Separação

De repente, o que antes era cheio de fé se mostrou incrédulo
É como se a máscara caísse e o monstro viesse à tona
É possível conviver com sinceros falhos, mas não com demônios disfarçados
Mas, o tempo tratou de descobrir o conteúdo oculto, isso foi fatal
De repente, a satisfação de estar junto deu lugar à crise e à falta de sentido
Não encaixava mais, não havia mais sabor, ficou intragável
A sobriedade enlouqueceu, a joia se revelou bjouteria, o inestimável ficou barato
A claridade do dia deu lugar à tempestuosidade da noite, isso desesperou

A sede por espiritualidade na vida

Vivemos uma vida pretendendo e nos aplicando a ecoar uma espiritualidade sadia. Nessa pretensão, descobrimos que não podemos ser eco de “castelos feitos no ar”. Um exemplo claro dessa construção fantasiosa é a separação entre a religião e a vida cotidiana, tornando a experiência religiosa um subdepartamento da vida como um todo (o escolasticismo é tido pelos espiritualistas como o movimento precursor desse divórcio). Assim, as discussões e demandas tão necessárias acerca da sexualidade, dos relacionamentos, da politica, das artes, da economia, da cultura em geral etc., se tornam departamentos onde a religião não toca e nem se deixa tocar.