Essa é a tradução perfeita para o lugar em que se encontra a mente de muitos cristãos de nosso tempo: “espiritosfera”. Esse tipo de espiritualidade é alienante, resulta na mesma cegueira que impediu o sacerdote e o levita de enxergar o caído à beira do caminho (na parábola do bom samaritano). A espiritosfera é o “mundinho particular” do “Deus particular” que resolve “seus problemas particulares”. Para estes, bater o dedinho no pé da cama é “sinal de Deus”, furar o pneu do carro é “Deus tentando lhes comunicar algo”, e não percebem que a vida é muito maior do que suas circunstâncias e contingências e que esse “seu Deus” ainda é o “Deus” controlado por ele. Em Jesus aprendemos que a vida está para além dos limites do nosso mundinho particular. A religião dos judeus tentava delimitar Deus, restringir Deus, determinar os espaços que Deus podia ir e Jesus mostrou por muitas vezes que o mundo de Deus é muito maior, que a vida está aqui, ali e além. Quem decide enxergar só o “aqui”, viverá sempre achando que esse “Deus” só pode chegar onde “ele” consegue carregá-Lo.

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz

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2 comentários

  1. A autoridade de Jesus encerra em si o amor, a graça, a grandeza, e não pode ser confundida com o sistema de autoridade por nós conhecido, sociologicamente falando.
    Um dia, conversando com um amigo filósofo, eu, que também ensino filosofia, disse a ele que a eternidade começa aqui, no chão nosso de cada dia, nos pés firmados na imanência, e não com a cabeça nas nuvens do transcendente. Disse a ele que a espiritualidade promovida por Jesus no sermão do monte não se compara ao nirvana budista, que busca o mais elevado grau espiritual, que vai ser vivido, de acordo com o grau nirvânico, em uma dimensão transcendental.
    Ele entendeu que as bem aventuranças, a felicidade proposta por Jesus de Nazaré, não são apenas para o devir, para um tempo distante, numa dimensão eterna, mas são, convicta, sincera e profundamente para o hoje. O discípulo, o talmidin de Jesus, tem essa concepção…

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