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Tag: zélia guardiano

Inafugentáveis

Todos nós temos
Um quarto
Povoado 
De fantasmas
Que
Não se vão nunca

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Mal Estar

Por favor
Um copo d’água
Preciso
Engolir palavras
Como quem

Uns azuis

Rolinhas
Se não revoavam
Pousavam aos pares:
Um só arrulho

Só isso

Lembrança
De mim
Ainda menina
E de Bichano
Meu gato

Esquecer / Aquecer

Retirei
Todas as feridas
Mágoas
Amarguras
Que guardava
Metodicamente
Enfileiradas
Na prateleira

Olhos de ver

Um quadrinho bobo
Na paredeNo vaso
Flores de plástico
Interruptor
Que não acende
Vitrô embaçado

Bem Assim

Assim devia ser
A vida
Não esta triste pira
Só carvão

Identidade Perdida

Olhei
Bem de perto
O espelho:
Quem sabe
Reencontro
Minha identidade
– Pensei –

Rotina

Uma cápsula
De cada
Meio copo d’água
Bem fria

Cinderela

Pois que
Gasta
Como estou
(Esqueleto a pedir
Cálcio)
Por mais que
Tentasse
Insistisse
Impossível
Dar um passo

Sem firula

Nenhuma carta
Na manga:
Toma lá-dá cá
Pão-pão
Queijo-queijo
Nenhum sortilégio
Que faça

Alice e as Panteras

Foi assim:
Alice passou
Pela feira
De Medianeira
Viu uma pantera
Encantou-se
E disse:
Ah
Como eu quisera

Estandarte

Não perco a mania:
Ainda carrego
O velho estandarte
(Destarte
Encontro quem ria)
A despeito
De estarem desfeitos

Trapézio

Em meio à vertigem
Ante o abismo
Cismo
Choro
Me arrepio
E…
Acordo