E a vida, o que é?

Somos vestígios no vento que o tempo soprará, migalhas de uma memória que a mente não armazena.

Não quero ser mais evangélico

Qualquer movimento religioso que se diga seguidor de certos preceitos, ou mesmo de certa pessoa, precisa necessariamente buscar coerência e harmonia entre aquilo que se prega e vive em relação àquele que é o "objeto" de sua fé. No caso da fé evangélica, ela parte da premissa da fé no evangelho, nas boas novas trazidas por Jesus, mas não raramente acaba por contradizendo o que foi ensinado pelo próprio Jesus, levando homens e mulheres ao cansaço, à angustiante declaração: "Não quero ser mais evangélico"!

Mudar é preciso

Já faz alguns anos, escrevi um texto confessando cansaço. Na verdade, eu nem estava assim tão fadigado. O texto não passava de um grito; revelava um profundo anseio por mudar de estrada. Eu percebia que vários fios estavam soltos na minha confissão de fé. Apesar de relutar, eu não podia negar as demandas brutais da história. A miséria, com todo o sofrimento, me obrigou a reescrever meus discursos. Pensar sobre a transcendência não podia permanecer um diletantismo.