Seres simples, feitos de terra batida Que aceitam que o corpo perece E isto não é, senão Tão natural como o surgimento do chorume E a resignação de quem Do paradeiro das almas De seus afetos e desafetos

Um blog para quem é caminhante aprendiz, ou seja, alguém que aprende com os erros e acertos na vida, alguém que deseja refletir e descobrir quais são as verdadeiras importâncias da vida e sua essência!
Seres simples, feitos de terra batida Que aceitam que o corpo perece E isto não é, senão Tão natural como o surgimento do chorume E a resignação de quem Do paradeiro das almas De seus afetos e desafetos
Grita pelas águas amargas Que jorram sadicamente De gota em gota Por um rosto rachado Que vive de memórias e ideais.
Você, a melhor gradação entre o vestido e o nu e que me concede a sós, suas melhores e mais longas assonâncias... Hora essa que não me permite nenhum tipo de eufemismo. Você, que só em metonímia em seus olhos, que mostra ao mundo que é você E que nada tem de comparação por ser tão singularmente você.
Olha nos meus olhos Olha firme Olha decidido Olha profundamente E diz sem palavras Que eu não posso ser segundo plano Porque nunca fui um plano.
Que “sempre” signifique “eterno” E que “tão” signifique “mais que muito” Que minhas mãos sempre tenham acesso ao teu ser E que teu calor se confunda com o meu Que assim seja E que, tudo isto, eu mereça.
Um dia acordei Estava escuro A janela aberta Já não me clareava A face O corpo A mente A alma.
Poderia conceder-te minha amizade Se, de teus poros, a pobreza de espírito Não exalasse num perfume acre Que desconhece a sutileza de palavras. Poderia tomar-te como esposa Se a luz jamais tivesse, as tuas faces, tocado
Quando eu dormir Eu te esqueço Quando eu dormir Eu me aqueço Do apreço Do peso Das tuas mãos Do teu corpo
Sinto saudades... Dos poemas que nunca escrevi E dos homens por quem não morri. Sinto saudades... Dos banhos de chuva recuados E, por desejo, não ter chorado.
Não sou um deus Nem, tampouco, ateu Pois aquilo que é teu Também faz parte de mim. Vago por meio dos versos Vago por meio das horas