Uma conversa sobre a organicidade da igreja de jesus com Allan Freitas

Meu querido amigo Allan Freitas (@allanfelipefreitas) me convidou para uma live onde tratamos do tema "A organicidade da igreja" dentro do perfil @aosdesigrejados no Instagram. Nessa entrevista conto um pouco de minha história de vida em relação à espiritualidade e alguns conceitos básicos que diferenciam a mentalidade de Jesus da mentalidade religiosa.

Era Glacial do Amor

A temperatura da terra está aumentando, mas a do coração se esfriando. O número de pessoas falando em nome do amor cada vez mais maior, mas gente praticando o verdadeiro amor, ou seja, o bem sem interesse, a misericórdia sem ganhos secundários está diminuindo. Cumpre-se diariamente a profecia de que "o amor de quase todos se esfriará".

E quando Deus faz silêncio?

Deus faz silêncio...
Nada acontece...
As coisas apenas seguem o curso da mecânica universal.
Deus faz silencio...
Os homens gritam, a igreja vocifera, os políticos denunciam, a mídia pauta ou constrói histórias, os teólogos deprimem-se, os filósofos sentem saudades de Sócrates e Platão, os pastores prometem bênçãos que as estatísticas cumprirão, os profetas tem seu preço, os piedosos gemem, os jovens sentem o engano, os idosos oram pelo que vão deixar com angustias piores do aquelas que um dia conheceram, e a brisa é feita de vento oriental—aquela que faz o profeta que não se vendeu desejar a morte.

Estou desviado

Estou desviado de todos os caminhos que criaram para se chegar a Deus, da manobra das mentes, do engano, do roubo, do jogo psicológico-emocional e de tudo aquilo que chamam de Deus sem o ser.
Estou desviado e queria que muitos como eu também se desviassem. Estou desviado, repito! Estou desviado disso tudo e de muito mais, mas volto diariamente para Cristo, pois é isso que a Bíblia me diz que é o Caminho.

Entre a coroa e a vida

A sociedade está em transformação constante, há mudanças que são pra melhor e outras pra pior, as vezes a cultura e a tradição devem ser mantidas para saúde e bom direcionamento, em outros casos elas produzem pessoas doentes, limitadas e desatualizadas em relação às novidades da vida; como avaliar e entender qual o melhor caminho? Estamos entre a coroa e a vida, a estabilidade da tradição ou a desconfortável ideia de nos reinventarmos sob novas bases; como saber, como decidir? Porque somos ora tão presos ao que está estabelecido e ora tão insubmissos à necessidade de nos mantermos submissos aos avanços que já conquistamos?