É bem assim mesmo

É bem assim mesmo... Deixa a fé tomar frente, assumir decisões consciente... Se necessário faça tudo diferente, confia, a coragem nos pertence! Somente ela nos permite arriscar. Me recuso ser covarde! É bem assim mesmo, nesse desiquilíbrio momentâneo é que a gente aprende o quanto somos poucos quando estamos sós. Assumir as próprias falhas semelhantes aos que esperam perfeição de um ser simples humano.

Des-canso no descanso

Há em nós uma angústia fundamental. Angústia que é base à todas as angústias. Não há ser humano que em algum momento de sua vida não experimentou ou vá experimentar tal queda existencial. É quando notamos nosso ser , paulatinamente, afogando-se em um maremoto de oxigênios disponíveis. É escolher o cárcere da não escolha. É viver a escuridão de um nascer do Sol.

Estou desviado

Estou desviado de todos os caminhos que criaram para se chegar a Deus, da manobra das mentes, do engano, do roubo, do jogo psicológico-emocional e de tudo aquilo que chamam de Deus sem o ser. Estou desviado e queria que muitos como eu também se desviassem. Estou desviado, repito! Estou desviado disso tudo e de muito mais, mas volto diariamente para Cristo, pois é isso que a Bíblia me diz que é o Caminho.

Destruir Mitos para Reacender uma Paixão

Hoje em dia, a moda é a incredulidade. Descrer dos fatos, da história, dos contos, das verdades intrínsecas; descrer da amizade, do amor recíproco, da caridade e da justiça, dos relacionamentos; da política, da economia, da religião etc.; a moda é descrer ao ponto de destruir os valores advindos desses, levando-os a estaca zero, sem ao menos repensar a primazia destes para a sociedade e a vida. ‘Quase sempre’ essa crise de valores sobrecarrega as pessoas e as tonam menos vivas em si e mais manipuladas e subjugadas.

Sob asas frágeis

Sob asas frágeis me arrisco em voos altos Com apenas uma certeza... O cair pode ser consequência das minhas escolhas, Mas, o levantar é a decisão consciente da minha fé. Fé que me faz acordar, sentir medo... Medo que me move, me desafia e dá sentido à vida Vida que precisa de ar! Esse ar que às vezes sufoca, às vezes alivia, às vezes me falta...

Mudar é preciso

Já faz alguns anos, escrevi um texto confessando cansaço. Na verdade, eu nem estava assim tão fadigado. O texto não passava de um grito; revelava um profundo anseio por mudar de estrada. Eu percebia que vários fios estavam soltos na minha confissão de fé. Apesar de relutar, eu não podia negar as demandas brutais da história. A miséria, com todo o sofrimento, me obrigou a reescrever meus discursos. Pensar sobre a transcendência não podia permanecer um diletantismo.

Larguei a religião…

Me desvencilhei de todo esforço para se achegar a Deus, parei de tentar provar que eu era digno e entendi que a graça fez isso por mim por um ato de amor que não me coube entender, mas aceitar. Como diz certo homem de Deus, durma com esse barulho ecoando na sua cabeça.

A sede por espiritualidade na vida

Vivemos uma vida pretendendo e nos aplicando a ecoar uma espiritualidade sadia. Nessa pretensão, descobrimos que não podemos ser eco de “castelos feitos no ar”. Um exemplo claro dessa construção fantasiosa é a separação entre a religião e a vida cotidiana, tornando a experiência religiosa um subdepartamento da vida como um todo (o escolasticismo é tido pelos espiritualistas como o movimento precursor desse divórcio). Assim, as discussões e demandas tão necessárias acerca da sexualidade, dos relacionamentos, da politica, das artes, da economia, da cultura em geral etc., se tornam departamentos onde a religião não toca e nem se deixa tocar.