Versando o Sertão

Belo tão risonho sempre vem surgindo longe Abraçando todo mundo com sua amplidão Nunca falta nenhum dia Cumpre sua obrigação Não recebe um centavo por sua ação Acordo todo dia e parte bem cedo pra lida Carpe, luta, geme, deixa seu suor ao chão

Reconexões – Introdução – Parte 1

Esse é um texto escrito há mais de dois milênios e meio atrás e você percebe que a leitura dele foi equivalente a algo que pudesse ter sido produzido nessa manhã, para essa época, para esse dia, na descrição da nossa sociedade, de nós mesmos, das nossas doenças pessoais, doenças sociais, doenças relacionais e em todas as áreas; bem como a descrição da nossa desconexão natural e de como a nossa existência produz em todos os níveis uma desestruturação sistêmica. Há uma ecosistemia perversa estabelecida daquilo que é produzido pela mente do homem até aquilo que se materializa como destruição natural.

A nueza da alma

A capacidade de concebermos uma expressão nua, sem qualquer invólucro daquilo que podemos gerar como filha do nosso comportamento, cultura e modo de vida, e que iconiza uma geração, uma idiossincrasia, um estilo, um sentimento, é capaz de gerar frutos artísticos que apenas trazem consigo, um retrato da alma e que em via de cada ser humano, possibilita formas de expressões variadas, porém, rotuladas; rotuladas, porém, diversificadas e por fim, ilimitadas e universais.

O Galo Canta #4 – O paraíso não foi suficiente

Fui criado com um mundo a minha volta tive todas as árvores do mundo à minha disposição podia nadar em todos os rios, correr por todos os bosques brincar com todos os animais, desenvolver todo tipo de trabalho Somente uma condição me foi dada, uma árvore, um fruto, não coma! Recebi uma companhia espetacular osso do meu osso, carne da minha carne belíssima, perfeita, era o paraíso dentro do paraíso do que podia eu reclamar? a vida se tornou perfeita!