Sem Barganhas com Deus – Caio Fábio – Dia 51

A pior coisa que pode existir na terra é alguém se alimentar de algo cujo rótulo diz "evangelho de Jesus", mas cuja essência o conduz ao caminho oposto ao ensinado por Jesus. Tenta parecer para se vender, cria-se um marketing intenso em nome de Deus, mas no fim, produz morte e escravidão. Esse é o verdadeiro escandalo! É melhor não viver do que viver para ser "vendedor" de uma falsa realidade.

Sem Barganhas com Deus – Caio Fábio – Dia 50

Todas as vezes que eu leio as "listas" relacionadas a quem "herdará ou não o Reino dos céus", tenho a impressão de que "ninguém" passará incólume pela vida sem experimentar esses pecados (mesmo depois de convertidos). Pois, ainda que não cometamos a maioria delas do ponto de vista externo, segundo o evangelho de Jesus, o pecado nasce no interior, antes da prática objetiva para o lado de fora.

Sem Barganhas com Deus – Caio Fábio – Dia 49

A Graça é libertadora! Quando sou chamado a me afastar do medo de Deus, das duas uma: ou o obedeço por amor ou me afasto dele pelo culto ao próprio ego. O medo de Deus nunca produziu adoração, mas tão somente neurose. O medo distorce nossa relação com qualquer que seja o humano, quanto mais com Deus! O medo estabelece que a punição é mais temível do que a consequência do "escolher não ser em Deus" para o sentido da própria vida. Quando estou livre desse medo, estou prestes a decidir livremente qual será a vereda do meu caminho.

Sem Barganhas com Deus – Caio Fábio – Dia 48

A Lei igualou a todos na estatura do pecado, fazendo perceber que todos pecaram e portanto, estão destituídos da glória de Deus. Qualquer pessoa que acredite ser "irrepreensível" diante da Lei é o maior transgressor dela, visto que "quem disser que não tem pecado é mentiroso". A tentativa de autojustificação a partir da Lei praticada como "comportamento exterior" é aquilo que há de mais perigoso, segundo o ensino de Jesus. Ele chega a dizer que precisamos tomar "cuidado com o fermento dos fariseus", pois um pouquinho disso na vida, estraga todas as motivações e nos inviabiliza para a verdadeira vida de Deus.

Sem Barganhas com Deus – Caio Fábio – Dia 47

Desse jeito provamos que a fé está em nós e não em Cristo, e nos desviamos do verdadeiro autor e consumador da única fé digna de ser chamada de fé! O Pai se agrada de Jesus e é pela fé em Jesus (pois o justo viverá pela fé) é que seremos agradáveis ao Pai. Ele é o Caminho que nos conduz ao Pai e não há atalhos. Não há pontes a serem construídas para além de Jesus. Nossas tentativas de chegar a Deus sem esse Caminho é "torre de Babel".

Sem Barganhas com Deus – Caio Fábio – Dia 46

Quero repetir essa fala do Caio: "quem vive na Graça também já não tem mais nada a provar". Isso é libertador! A Graça faz morrer em nós a tentativa de nos provar aos outros, a nós mesmos e a Deus. Quem internalizou essa realidade, viu cessar a angústia do "não pertencimento", da "imperfeição", do "medo de Deus". Quem não precisa se provar terá fôlego pra amar intensamente, sem medo das consequências desse amor. Para ganhar Cristo, tudo fica secundário. A reputação pública não nos impede mais de falar com prostitutas, com homens de má reputação, nem de comer com quem quer que seja como fez Jesus; o medo da opinião alheia não nos impede mais de ser luz onde as trevas são mais densas.

Sem Barganhas com Deus – Caio Fábio – Dia 44

O caminho estreito que leva a vida, nesse tema do juízo sobre os outros, é justamente a disposição de "calar-se" diante dos impulsos cheios de juízo que há em nós e abraçarmos a misericórdia como plataforma pra toda ação na direção do próximo. O caminho largo em que muitos passam é o caminho do ódio, da pedrada, do amaldiçoamento do outro, visto que em nossa rasa maneira de pensar "o outro merece o nosso inferno". Digo o "nosso inferno", pois em nenhum momento conseguimos projetar "nosso ódio" a Deus. Deus continua amor, mesmo que odiemos as pessoas.

Sem Barganhas com Deus – Caio Fábio – Dia 43

Os homens perseguiram a Jesus, pois enquanto se dizia filho de Deus, ou seja, manifestação visível dos significados eternos, essa manifestação lhes confrontava, lhes denunciava, desmantelava seus esquemas religiosos e relativizava suas absolutizações. Jesus cumpre a Lei que é desde a eternidade, enquanto os homens ficaram presos nas leis que eles mesmos tentaram estabelecer para a eternidade. Jesus não tem compromisso algum com essas leis!