Ir para conteúdo
Anúncios

Separação

De repente, o que antes era cheio de fé se mostrou incrédulo
É como se a máscara caísse e o monstro viesse à tona
É possível conviver com sinceros falhos, mas não com demônios disfarçados
Mas, o tempo tratou de descobrir o conteúdo oculto, isso foi fatal
De repente, a satisfação de estar junto deu lugar à crise e à falta de sentido
Não encaixava mais, não havia mais sabor, ficou intragável
A sobriedade enlouqueceu, a joia se revelou bjouteria, o inestimável ficou barato
A claridade do dia deu lugar à tempestuosidade da noite, isso desesperou

Anúncios

O deus criado pelos homens

Na espiritualidade um fenômeno semelhante acontece: o ser humano cria divindades para satisfazer sua própria vontade! É nesse viés que o comércio da fé acontece: promete-se bênçãos infinitas, faz-se campanhas pela casa própria, apela-se convencendo as pessoas de que deus está ali para servi-las, para trazer o amor perdido de volta, para interromper a crise financeira, para satisfazer os desejos mais vis que elas possam possuir, é claro, sempre tendo o dinheiro como moeda de troca, fazendo barganhas com a divindade.

E se eu me isolasse?

Embora hajam momentos na vida em que o isolamento proposital é um ótimo exercício para reflexão, meditação, introspecção e avaliação pessoal, por outro lado, não há desenvolvimento do ser, do caráter, sem um envolvimento real e profundo com as pessoas que nos cercam. Não falo de “coleguismo”, de “oi e tchau”, falo de relacionamentos significativos.

A sede por espiritualidade na vida

Vivemos uma vida pretendendo e nos aplicando a ecoar uma espiritualidade sadia. Nessa pretensão, descobrimos que não podemos ser eco de “castelos feitos no ar”. Um exemplo claro dessa construção fantasiosa é a separação entre a religião e a vida cotidiana, tornando a experiência religiosa um subdepartamento da vida como um todo (o escolasticismo é tido pelos espiritualistas como o movimento precursor desse divórcio). Assim, as discussões e demandas tão necessárias acerca da sexualidade, dos relacionamentos, da politica, das artes, da economia, da cultura em geral etc., se tornam departamentos onde a religião não toca e nem se deixa tocar.

E se fosse o fim?

Mas, e se o fim estivesse mais próximo do que imaginamos? E se uma notícia nos trouxesse a realidade de que não dá tempo nem sequer de completar um terço de nossas missões? E se fosse o fim de nossa vida nessa terra? Qual o tamanho do vazio que isso traria ao nosso coração? Em que escala a gente se afundaria em tristeza e desespero?

A foto, o vídeo, a web e a vida!

Trocamos o futebol na rua pela segurança do jogo de futebol virtual, substituímos o “cara-a-cara” pelo “cara-na-tela”, o toque físico (beijo, abraço, aperto de mão) pelo toque no smartphone, ao invés de conhecermos novas pessoas preferimos “adicionar aos amigos”, será que foi uma boa troca? Nunca estivemos tão ansiosos, depressivos e imaturos emocionalmente como nos dias atuais, pouco a pouco nossa vida vai se tornando virtualizada, artificializada, mecanizada, pouco a pouco vamos nos afogando no mar de informações (web) de tal forma que as únicas informações que realmente são relevantes vão sendo esquecidas, reduzidas ao nada.

Quando um pai abandona seus filhos!

Foi abandonada por seu pai quando tinha 6 anos de idade, ficou em cacos. Lidou com esse sentimento por muitos anos; tentou reencontrá-lo, viajou muitos quilômetros para tentar uma reaproximação, infelizmente mais uma vez e lhe deu as costas! Então, ela decidiu se refazer, se reinventar, ir à luta!

O avião em queda e a tendência humana

Vejo essa gravidade existencial dentro de mim, essa tendência de querer sempre o que me é proibido, exagerar naquilo que é prazeroso, não fazer gestão da vida com equilíbrio afim de promover a paz interior e exterior. As vezes, uma situação simples como ter um saquinho de amendoim em cima da mesa de trabalho já um desafio comparável aos Jogos Olímpicos; tentar não comer tudo é como domar um leão!

Quando se é correspondido, é melhor!

E por mais que não seja a reação que nos motive a fazer as coisas, sempre nos sentimos mal quando recebemos do outro uma resposta mal educada, ingrata e grosseira.