Mudar é preciso

Já faz alguns anos, escrevi um texto confessando cansaço. Na verdade, eu nem estava assim tão fadigado. O texto não passava de um grito; revelava um profundo anseio por mudar de estrada. Eu percebia que vários fios estavam soltos na minha confissão de fé. Apesar de relutar, eu não podia negar as demandas brutais da história. A miséria, com todo o sofrimento, me obrigou a reescrever meus discursos. Pensar sobre a transcendência não podia permanecer um diletantismo.