Sem Barganhas com Deus – Caio Fábio – Dia 3

Quando a compreensão da Graça se desvirtua da retidão do seu caminho, a gente abre as portas para toda sorte de autojustificação e, em relação aos outros, vivemos da presunção de querer nos assentar na cadeira do Supremo Juiz, só que sem a Justiça que provém de Seu Amor. A Graça então se transforma em um termo esvaziado, que enfeita os discursos, porém sem nunca realizar o fruto de sua real manifestação. É graça na palavra, mas não na ação. É graça como acessório na falação, mas não como visceralidade no trato cotidiano para com o próximo. A Graça se transforma em desgraça, pois estabelece um vício relacional de barganhas sem fim.

Sem Barganhas com Deus – Caio Fábio – Dia 2

A Igreja está muito para além da "Igreja", mas a "Igreja" só enxerga a si mesma, aliás a "Igreja" elegeu a si mesma como detentora do poder da revelação, do lugar sagrado e da única possibilidade de se chegar a Deus. Se Jesus é o caminho através do qual se chega ao Pai, a "Igreja" é a via através da qual se chega até Jesus, e acredita-se que ninguém vem a Jesus a não ser por ela.

Sem Barganhas com Deus – Caio Fábio – Dia 1

A vida é uma construção e reconstrução constantes. Nela cabe erros e acertos, formações e reformulações, pensamentos que se recriam, se melhoram, se moldam a partir da liberdade de quem se permite viver. Essa caminhada é pouco recomendada pela religião. Na religião o pensamento é imóvel, é pronto, é receita tatuada na mente dos fiéis pra que nunca pensem de outra maneira e nem façam sua própria viagem existencial. Como disse João Alexandre em uma de suas músicas: "é proibido pensar"!

O meu melhor – Martha Medeiros – Dia 5

A vida é um eterno desafio de equilibrar "desejo e satisfação", de tal forma que "satisfazer-se" precisa ser aquilo que me aliança às conquistas do passado e que define minha realidade no presente e o "desejo" me cataputa pra uma realidade nova e de evolução na direção do futuro. Satisfazer-se demais ou mesmo desejar demais são igualmente danosos à vida!

O meu melhor – Martha Medeiros – Dia 4

A angústia não escolhe data, o mal não espera a próxima temporada, nem mesmo a dor é adiada por termos que cumprir certas tarefas. Tudo acontece quando tudo acontece. A saudade do amigo que faleceu aparece quando menos esperamos, a má notícia não respeita nem o sono completar o seu ciclo, a dificuldade não espera você ter todos os recursos e estamos como "a moça do carro azul": fazendo nosso "corre" e expressando nossa dor.