silhouette group of people standing on grass field

DCA #7 – Os idosos não podem saber!

Jovens admitindo suas crises uns para os outros, confissão mútua de erros que foram cometidos, um ambiente regado de bons conselhos e de boa consciência a respeito do ensino de Jesus, um linguajar que não fazia média com nenhum tipo de moralismo e a espiritualidade sendo vivida de uma forma sadia e libertadora. Ao compartilhar tudo o que estava acontecendo entre nós com o líder maior da congregação, eis o conselho que recebi: "Rodrigo, é muito legal isso que está acontecendo entre vocês, jovens, mas não diga isso pra toda a igreja, os mais velhos não podem saber, pois eles não entenderiam essa realidade!"

friends gathering at dinner in night garden and chatting

DCA #6 – Cobre o dízimo indo na casa das pessoas

A pergunta que fica é: como uma comunidade de fé consegue existir sabendo que a contribuição financeira de seus participantes deve ser estritamente voluntária e não impositiva? Essa resposta é mais simples do que imaginamos. Talvez não nos pareça simples por estarmos acostumados à grandes estruturas organizacionais, à necessidade que criamos de agruparmos multidões dentro do mesmo espaço e com isso, parece que o "alto custo" dessas organizações parecem a consequência natural de qualquer tipo de ajuntamento de irmãos cheios de fé.

brown wooden armchair on brown wooden floor

DCA #5 – O dia em que não apareceu ninguém

Eu fui ensinado que, o fruto de um ministério pastoral bem sucedido está no número de pessoas que frequentam as reuniões, no número de pessoas que levava para serem batizadas, no tamanho das contribuições de dízimos e ofertas e no quão envolvidas as pessoas estavam com os cargos e funções eclesiásticas. A respeito de todos esses indicadores haviam metas, como nas empresas, tudo em nome do Reino de Deus. Que trajédia!

group of people raise their hands on stadium

DCA #4 – Uma carona em nome de Jesus e nada mais

Quando você assume para si uma "denominação" segundo o espírito religioso, você, de certa forma, dilui sua identidade na identidade institucional que você adotou. A "igreja fulana de tal" virou seu sobrenome, é como se tudo o que você fizesse a partir do "batismo" fizesse o "bem" ou o "mal" a tal denominação. Essa é uma das razões do porquê tantos líderes religiosos viverem como fiscais de comportamento dos participantes da comunidade. Fez algo de errado? Traiu o "nome" que carrega sobre si.

a person holding a water bottle with a blank label

DCA #3 – Homem de Deus num dia, herege no outro

Rótulos são quase sempre imprecisos, parciais e limitados pra representar uma realidade. Mesmo assim, eu não recebi apenas rótulos injustos e imprecisos; confesso que em alguns momentos da vida dei todas as razões para ser chamado de chato, arrogante, egoísta, narcisista, preconceituoso, precipitado, fanático, fariseu, hipócrita, imaturo, inconsequente, hedonista, dentre outros. Rótulos que mereci! Todas essas coisas me habitam e, sempre que permito, elas vêem à tona com um poder imenso de gerar morte e desencontro.

selective focus photoraphy of chains during golden hour

DCA #2 – Cortei meu segundo cordão umbilical

Acho que a palavra "radical" (no sentido de "ruptura total", "intensidade") é a que melhor descreve essa fase da minha vida. Eu disse um grande "NÃO" aos meus pais: "não sou mais católico, não faz mais sentido pra mim!" Esse foi meu grito pela liberdade de pensar com minha própria cabeça, de caminhar com as minhas próprias pernas, foi o inicio do rompimento do "segundo" cordão umbilical (já que o primeiro foi rompido pelos médicos na cesariana). É como a tatuagem que para muitos representou o seu "chega!", "já basta!", "quero ser eu!", "não quero ser obrigado a gostar do que não gosto!", "vou assumir o protagonismo da minha própria história!"