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Categoria: Amigos Mais Chegados

Sob asas frágeis

Sob asas frágeis me arrisco em voos altos
Com apenas uma certeza…
O cair pode ser consequência das minhas escolhas,
Mas, o levantar é a decisão consciente da minha fé.
Fé que me faz acordar, sentir medo…
Medo que me move, me desafia e dá sentido à vida
Vida que precisa de ar!
Esse ar que às vezes sufoca, às vezes alivia, às vezes me falta…

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Feliz Natal

Feliz Natal é o pão do Céu se tornando Pão da Vida.
Feliz Natal é o pão do Céu se tornando Pão da Humanidade repartido na mesa de todos os seres humanos em todo Universo.
Feliz Natal é o Eterno se repartindo com todos os seres humanos pra que nunca falte pão na mesa de ninguém.

Amor de Deus e o ódio humano

Deus é e sempre foi amor, o ser humano tem costume de chamar de amor aquilo que se encaixa em seus gostos pessoais, nós amamos por interesses, e quando não existe nenhuma troca em jogo como barganha simplesmente deixamos de amar, não é a toa que se diz que o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera , tudo suporta. Deus nos amou primeiro. Amor é se doar para quem não tem nada pra lhe dar em troca, amor é tirar do nada pra existência.

Intimidade

Intimidade sempre fragiliza e vulnerabiliza.
Intimidade expõe a nudez.
Intimidade deve ser rara.
Intimidade é tesouro.
Intimidade não se negocia.
Intimidade não se impõe, se conquista.
Intimidade quando banalizada, fere e desaparece.
Intimidade leviana envergonha.

Vê se aparece

Vê se aparece
Andaste muito ausente
E já não há mais ar o suficiente
No mundo terrestre.
Vê se não desaparece.
Vê se descansa
O nervosismo não é amigo de ninguém.

Larguei a religião…

Me desvencilhei de todo esforço para se achegar a Deus, parei de tentar provar que eu era digno e entendi que a graça fez isso por mim por um ato de amor que não me coube entender, mas aceitar. Como diz certo homem de Deus, durma com esse barulho ecoando na sua cabeça.

Carta ao amigo distante

Amigo,
Eu estou diferente,
Mais sofrida, mais marcada
Me espanta a vida
Me espanca a vida
Mas o meu olhar
Ah! O meu olhar
Para você meu amigo
Continua límpido, cristalino
E meu coração
Parece criar asas…

Cotidianamente

Outra manhã,
Hoje de sol!!!
Amanhã?!
De chuva talvez…
Meses,
Quatro vezes,
De três em três!
E lá se foi mais um ano,
Igual…
Iguais?
Mas e tudo que aconteceu?!

A sede por espiritualidade na vida

Vivemos uma vida pretendendo e nos aplicando a ecoar uma espiritualidade sadia. Nessa pretensão, descobrimos que não podemos ser eco de “castelos feitos no ar”. Um exemplo claro dessa construção fantasiosa é a separação entre a religião e a vida cotidiana, tornando a experiência religiosa um subdepartamento da vida como um todo (o escolasticismo é tido pelos espiritualistas como o movimento precursor desse divórcio). Assim, as discussões e demandas tão necessárias acerca da sexualidade, dos relacionamentos, da politica, das artes, da economia, da cultura em geral etc., se tornam departamentos onde a religião não toca e nem se deixa tocar.