Eu já fiz parte de muitas comunidades durante a minha trajetória de vida. Infelizmente, boa parte delas tem o seguinte paradigma: se você não se encaixa, não há espaço pra você! Ou você se adequa aos nossos dogmas, ou você é visto como estranho, herege e necessitado de arrependimento. Ser você mesmo é uma afronta! A verdade causa coceira nos ouvidos. Hoje eu sei o que é fazer parte de uma comunidade de amor, de verdade! Não preciso mais de máscaras, não me preocupo mais com fachadas, não estou a serviço de nenhuma ditadura comportamental. Vivo conforme a consciência que tenho recebido de Jesus e isso basta. Não sou amado por causa de uma performance. Aliás, dentro da comunidade que participo, o protagonismo é exercido com naturalidade alternadamente por cada um dos membros do corpo e todos celebram isso; não preciso ser o centro das atenções! Na comunidade do qual faço parte estou “nu” e entre nós essa “nudez” não traz vergonha, mas sim intimidade, respeito e amor! Quero viver assim pra sempre, as coisas velhas se passaram, tudo novo se fez.

Nós, humanos, somos artistas dotados de inteligência e criatividade. Sendo a imagem e semelhança de Deus, temos potencial de criar coisas incríveis. Quando usamos essa capacidade de invenção para “moldar Deus” segundo a nossa própria conveniência, a isso damos o nome de idolatria. Idolatria é a tentativa humana de criar um Deus segundo sua própria imagem e semelhança. Deus para ser o verdadeiro Deus, tem que ser, inclusive, um Deus contra nós. Em outras palavras: se a espiritualidade que digo vivenciar não me confronta, não me desafia, não me chama a superar o meu próprio ego, essa espiritualidade é simplesmente fruto de idolatria.

É uma pena o que o Brasil se tornou politicamente falando. Os dois nomes mais cogitados nas pesquisas são símbolo do que há de pior na lida com o dinheiro público: corrupção, autoritarismo e irresponsabilidade para com a vida humana. E não; não me sinto obrigado apoiar qualquer um dos dois pelo fato de a maioria bipolarizar a política nacional. Meu compromisso é com a minha consciência e não com a opinião alheia. Políticos passam, governos acabam e no fim, minha lida com a própria consciência é o que permanece pra sempre!

Não reproduza o pior dos seus pais. Os pais da gente, como disse o Fábio Jr., já foram heróis e bandidos, não apenas em nosso processo de assimilação do papel e importância deles, mas também nos erros e acertos que tiveram no decorrer da nossa infância. Há memórias e aprendizados que devemos reproduzir e formar através deles a próxima geração, mas há erros que eles cometeram que não precisamos cometer. Não idolatre seus pais, não tenha medo de protagonizar sua própria história impedido pelo receio de ser diferente. O que é bom merece ser imitado, o que é danoso precisa ser rejeitado.

Jesus foi questionado por muitas pessoas sobre muitas coisas; ele as respondia e seguia o seu caminho sem titubear. Ele não esperava que elas compreendessem tudo, que tivessem maturidade pra aceitar todas as coisas que ele falava, ele fazia o possível para clarificar a mensagem que transmitia e abrir a consciência delas para uma nova perspectiva, mas não ficava preso pela limitação do entendimento que elas possuíam. Quem abre o coração para a mensagem, mesmo que no inicio não compreenda, há de compreender. É só uma questão de tempo!

Considero o momento que estou vivendo o melhor de toda minha vida. Em que sentido? Passou o frissom da juventude, não tenho mais aquele ímpeto inconsequente cheio da ilusão carregada de intensidades desproporcionais. Cada coisa foi tomando o seu devido lugar dentro de mim e hoje convivo com uma convicção de que o amor, a verdade e a justiça são sempre a melhor escolha. Isso pacifica as coisas pro lado de dentro. Dá pra melhorar? Claro, sempre dá! Dá pra amadurecer muito, dá pra adquirir novos conhecimentos, dá pra ter novas experiências incríveis com quem amamos, há muito pra mudar, se adaptar e se transformar. Mas a essência está no eixo, o significado primordial está plantado no coração, o caminho já está escolhido!

Nós somos ou estamos sendo?
Somos entes estáticos ou em desenvolvimento?
O que sou está se transformando…
Tudo me modifica!
As experiências, as pessoas, as decisões pessoais, os pensamentos que acolho, os valores que defendo, os amores que dinamizam meu coração, tudo traz sua própria contribuição pra nossa história de vida.
Somos trama em desenvolvimento, somos realidade cheia de sentimentos, somos vida em movimento.
Vida em movimento…
Vida em momento…
Vida…
Vida!

É legal aproveitar as oportunidades que a vida traz, mas que tal criarmos as oportunidades que tanto desejamos? Ao invés de aguardar o contato, que tal realizar o contato com alguém que você estima? Ao invés de esperar o dia ideal pra se encontrar, que tal alocar um dia específico na agenda pra realizar o encontro? A pró-atividade cria pontes e gera oportunidades, a passividade desperdiça tempo, energia e possibilidades que se poderia criar (sem falar no vitimismo que ela, muitas vezes, desenvolve). O grupo com o qual me reúno toda sexta feira (ora presencial, ora virtualmente) não é um grupo que reproduz o espírito religioso. Jesus é o Caminho que buscamos percorrer juntos e individualmente, mas não fazemos isso com nenhuma hierarquia de poder (todos servem a todos). Aprendemos que a melhor posição que podemos galgar é a de irmãos e servos uns dos outros. Os rituais (onde quer que eles apareçam) não são para dogmatizar nada, nem tampouco promover nenhum tipo de exclusão social. Aprendemos com Jesus que Deus faz chover sobre bons e maus e que portanto, jamais deveríamos promover qualquer tipo de acepção de pessoas. O amor é o que rege toda a experiência comunitária, portanto, não nos esquivamos de quem quer que seja, não temos dificuldade alguma de acolher quem quer que esteja em estado de vulnerabilidade ou mesmo cansado em sua jornada de vida. Aliás, estamos ali também para isso! Não impomos a ninguém a necessidade da construção de personagens, aliás detestamos toda forma de falsidade e fingimento, pois aprendemos com a Jesus que é a verdade que liberta e não a ficção. Se você quiser se aproximar, que seja você, com seus traumas, suas dores, suas lágrimas, suas marcas. Não queremos que você seja outra pessoa que não seja você, do jeitinho que você é. Tudo o mais, aprendemos enquanto caminhamos juntos em amor…

A pior coisa que existe é viver sob choro que não foi chorado o suficiente.

Fazer terapia está me fazendo muito bem. É um processo de revisitar o passado, ressignificar as dores, fazer as pazes com a própria história. Como eu pude ter demorado tanto pra começar?! Obrigado lindinha pelo apoio. Eu te amo!

Em cada fase da vida, as decisões que tomamos têm um peso, um nível de dificuldade e demanda algo distinto de nós. Sim, cada fase demanda uma decisão única que por sua vez exigirá um nível singular de energia, disposição e fé para tomar. É como o “sim” do casamento. Quando dissemos “sim” lá atrás, como pontapé inicial da relação é diferente do “sim” que ocorre na maturidade da mesma. O primeiro “sim” foi regado de uma esperança cheia de amor e idealização, o “sim” da maturidade é carregado de misericórdia, empatia e disposição de continuar apesar das intempéries do caminho. São decisões de natureza distinta, mas cujo objetivo é o mesmo: selar e retificar o amor.

A vida é complexa por si só
Emaranhado de sentimentos
Lutas por dentro e por fora
Por isso do que depender de ti
Descomplique, viva sem neura.
As dores vão aparecer de qualquer jeito
Não seja mais um causador do próprio mal!

Fé é uma confiança em Deus que nos faz amar!

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz

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