Coincidentemente nesses últimos dias tenho lido muito sobre o “chamado de Deus”, e especialmente sobre “nosso papel na terra como discípulos de Jesus”. Falar sobre isso é contrariar uma das teologias mais pregadas de todos os tempos: “Jesus veio nos chamar pra crermos e irmos para o céu”. Essa teologia fugitiva, que procura em outro espaço físico o paraíso pronto, realizado, consumado e que, portanto, nos convida a ignorarmos os problemas terrenos (como ecologia, política, economia, etc) está completamente distante do ensino de Jesus. Como disse meu primo Rafael de Campos:

Cresci acreditando na premissa de que o verdadeiro cristão busca “as coisas do alto, onde Cristo está”. Li muita teologia que fazia apologia a tal premissa; li teologias que condenam a Terra em detrimento do céu; e ainda ouço muitos cristãos utilizando sua tendência destrutiva de fé inconsciente, dizendo que sua imortalidade é mais importante que sua mortalidade. Mas estes mesmos cristãos amam o “poder” e a “riqueza” como um fim em si mesmo: hedonistas de caráter utilitário, querem a imortalidade do céu revestida do acúmulo de mais e mais capital – e, assim como são persuadidos pelo poder e riqueza, enxergam suas relações como ferramentas para alcançarem suas tendências destrutivas e gozarem do melhor da Terra. Isto é o “céu na Terra”.

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz

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