Página 216 a 220

Interessante a gente ler que Jesus cumpriu a Lei, enquanto descumpria a lei dos homens que nada mais eram do que a sua interpretação incrivelmente empobrecida da lei de Deus. Os homens perseguiram a Jesus, pois enquanto se dizia filho de Deus, ou seja, manifestação visível dos significados eternos, essa manifestação lhes confrontava, lhes denunciava, desmantelava seus esquemas religiosos e relativizava suas absolutizações. Jesus cumpre a Lei que é desde a eternidade, enquanto os homens ficaram presos nas leis que eles mesmos tentaram estabelecer para a eternidade. Jesus não tem compromisso algum com essas leis!

Nesse sentido, Jesus vai resignificando as compreensões acerca da lei dizendo: “vocês ouviram o que os antigos disseram… eu porém vos digo”. Cada vez que Jesus disse isso, foi justamente para conduzir o entendimento das pessoas àquilo que é mais profundo do que as exterioridades de cumprimentos vazios. Há quem adulterava, sem porém jamais ter deitado numa cama alheia. Há quem matava todos os dias, sem porém levantar uma mão contra seu próximo. Há quem se tornava filho do diabo, sendo porém ovacionado pelos homens como filho da luz. Isso, porquê coavam um mosquito enquanto engoliam um camelo; ornamentavam o exterior enquanto o interior estava cheio de podridão.

E aí? O que achou da leitura dessas páginas desse livro? Deixe seu comentário com suas percepções logo abaixo!

1 comentário

  1. “…as Hermenêuticas da Religião acessam a Escritura, mas não enxergam a Palavra; leem o que está ‘escrito’, mas não discernem o que está ‘dito'”.

    Eu ainda estou aprendendo a fazer uma releitura sem os filtros da LEItura… Aprendendo a interpretar e compreender o que foi dito, apesar de ficar confuso às vezes ao ler o que está escrito.

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