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A religião das aparências é a mais sofisticada forma de autoengano, pois se constitui na fachada de bondade em nome de Deus, porém sem a transformação devida para o lado de dentro. É disso que se constitui a vida do “fariseu” na época de Jesus e de boa parte dos “pastores e líderes” de nosso tempo. Segundo Jesus, é preciso tomar muito cuidado com o fermento dos fariseus, pois misturar-nos com o que move os fariseus na vida é extremamente perigoso. O fariseu é movido pela popularidade, pelo status de “super crente”, pelo conhecimento da “letra”, pela arrogância do cumprimento dos rituais. Um pouco disso na mente de qualquer pessoa, dissolve a pureza de coração e perverte o caminho do amor.

Jesus expulsar um espírito imundo dentro de uma sinagoga é emblemático! Quando a dinâmica comunitária não apenas não promove libertação dos indivíduos, mas incentiva e alimenta prisões de toda sorte, é um sinal fortíssimo de que Jesus “está a porta, do lado de fora, batendo, querendo entrar”. Isso denuncia muitos ajuntamentos, muitas congregações, que se unem para satisfazer o ventre, para atender as demandas da própria vaidade.

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2 comentários

  1. A religião das aparências… onde o “verdadeiro” deus é a Moral. Como o Caio disse no início do livro, o “Sem Barganhas” é mais um livro de des-construção do que de construção. É preciso quebrar todas essas sinapses neurais feitas na minha cabeça nesses últimos 37 anos de vida. Onde, pelo menos 30, foram vividos consciente no ambiente religioso, onde a Moral era o deus.

  2. “Quanto mais Moral é o consciente humano, mais adoecidamente tarado, lascivo e perverso o seu inconsciente será!”

    Precisamos conversar sobre isso. hehe

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