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Uma das primeiras coisas que indicamos a uma pessoa interessada no caminho de Jesus é indicar que ela leia as escrituras. Dando uma Bíblia de presente e sentimos que com isso estamos realmente oferecendo uma “dádiva” ao outro. E de fato é! É de grande proveito conhecer as escrituras, as histórias do povo de Israel, as profecias, os salmos, os evangelhos e as cartas dos primeiros discípulos. Mas, tem uma coisa que precisamos levar em consideração diante dessa maneira “inocente” e “pura” de “evangelizar” o outro: a cultura religiosa que “distorce as escrituras e a Palavra” está impregnada na sociedade. Versículos utilizados a esmo, frases tiradas de seus contextos, interpretações translocadas nas mais diversas direções tornaram o texto o oposto do que ele pretendia ser e realizar. Em cima do que está “escrito” se comete as maiores atrocidades, se faz o mais perversos julgamentos. Por isso, a “pureza” do olhar vai encontrar eco na “pureza” da Palavra! A não ser que a “pureza” do olhar se transformar em olhar preconcebido, preformatado, precondicionado pela interpretação religiosa.

A leitura religiosa das escrituras nunca chama de hipócritas aqueles a quem Jesus chamou de hipócritas, porque senão sua própria hipocrisia seria revelada. A leitura religiosa não quer Deus salve um ente não “batizado” (como o ladrão da cruz) ou um ente “não religioso”, pois é pelo poder do ritual e de seus dogmas que se exerce proeminência sobre os outros. A leitura religiosa não pode exergar aquilo que a julga e a expõe, senão teria que se converter à Palavra que não se deseja escutar. A leitura religiosa precisa de preconceitos, morais e leis para se constituir, em nome disso, como representante da vontade de Deus sobre a terra.

E aí? O que achou da leitura dessas páginas desse livro? Deixe seu comentário com suas percepções logo abaixo!

3 comentários

  1. Se nao for por Amor nao vale a pena. Somente em Deus e sua maravilhosa graca podemos nos livrar da barganha nossa de cada dia e da letra. Nao somos chamados a Letra. mas sim ao AMOR.

  2. Venho de uma cultura cristã evangélica que o fundamentalismo e profundo conhecimento do hebraico e grego da escritura, ‘escondem’ o que Deus quer falar com o seu povo, e somente aqueles que tem condições de estudar a fundo esses idiomas, podem conhecer o que está por trás dela, mas como lemos hoje, o Caio nos lembra que a letra mata, e é o Espírito quem vivifica, e onde Deus fala com o seu povo, em nossos corações quando estamos dispostos a ouví-Lo e assim caminharmos sem julgamentos ao meu próximo, pela escritura, que muitas vezes tendemos a fazer, com o uso da mesma. Que o Senhor nos ajude a estarmos em sintonia com Ele em nossos corações e mente para sabermos Sua perfeita vontade para nós, pelo Espírito vivificante.

  3. Uau. O que nos falta é “buscar Deus por Deus”. E não porque está escrito.

    Assim como grande parte da “igreja”, eu cresci em um ambiente cheio de certezas, crenças, porém com pouca ou nenhuma fé na Verdade do evangelho.

    Que vivamos e andemos pela fé de Cristo.

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