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Percorrendo todo o Antigo Testamento, de fato, encontraremos pouquíssimos personagens que passem pelo crivo da moral (e quando passa, desconfio que seja pela ausência de narrativas, não propriamente dito por causa da sua irrepreensibilidade). As guerras, sacrifícios, dilemas, tramas familiares, sem contar as próprias ordens de Deus na direção da “matança” faz com que a moral (atual e local) seja relativizada completamente (há inclusive, os que entram em crise existencial com esse fato).

Cabe aqui uma observação importante; a destruição proposital da importância da moral (feita frequentemente no livro) serve a um propósito específico: perceber que “não estamos no tempo da Graça hoje”, na verdade nunca deixamos de depender da Graça em toda a história da humanidade! A Graça não é um tempo, nem uma dispensação, a Graça é uma realidade que transcende o tempo e o espaço. Antes de existir mundo, a Graça era o Espírito de Deus em sua intenção criativa.

E aí? O que achou da leitura dessas páginas desse livro? Deixe seu comentário com suas percepções logo abaixo!

4 comentários

  1. Nunca achei palatável essa palavra “dispensação”. Sempre tive a percepção do todo, do holístico, integral, multidimensional.
    Talvez por ter iniciado minhas leituras com as especulações filosóficas dos filósofos da “arché”, das origens da vida, da gênese do existir.
    Desde essa visão ampla da existência, nunca mais quis saber de mosaicos , de pedaços do tempo, do espaço e de gomos dessa laranja religiosa. Nunca tive muita dificuldade em compreender o Deus de toda graça, nem mesmo quando visto numa perspectiva bélica e supremacista. Pra mim, os homens e suas pretensões megalomaníacas, mudam, evoluem, para melhor ou para pior. Deus os entrega ao arbítrio, desde o começo; a partir daí os homens pisam a história com suas próprias botas, exploram a natureza, tida e concebida numa perspectiva extremamente utilitária.
    Antes da explosão do amor de Deus , que criou esse universo enorme, a graça já estava presente. Não há dispensações, isso existe apenas como elemento sistêmico, organizacional. O que existe é a Graça de Deus e o Deus de toda Graça. Não importa o tempo, as eras, o espaço…

  2. Nunca achei palatável essa palavra “dispensação”. Sempre tive a percepção do todo, do holístico, integral, multidimensional.
    Talvez por ter iniciado minhas leituras com as especulações filosóficas dos filósofos da “arché”, das origens da vida, da gênese do existir.
    Desde essa visão ampla da existência, nunca mais quis saber de mosaicos , de pedaços do tempo, do espaço e de gomos dessa laranja religiosa. Nunca tive muita dificuldade em compreender o Deus de toda graça, nem mesmo quando visto numa perspectiva bélica e supremacista. Pra mim, os homens e suas pretensões megalomaníacas, mudam, evoluem, para melhor ou para pior. Deus os entrega ao arbítrio, desde o começo; a partir daí os homens pisam a história com suas próprias botas, exploram a natureza, tida e concebida numa perspectiva extremamente utilitária.
    Antes da explosão do amor de Deus , que criou esse universo enorme, a graça já estava presente. Não há dispensações, isso existe apenas como elemento sistêmico, organizacional. O que existe é a Graça de Deus e o Deus de toda Graça. Não importa o tempo, as eras, o espaço…
    A graça se mostra em mim…

  3. Algumas vezes posso ser muito metódico. Sou detalhista e por vezes perfeccionista. Gosto de coisas organizadas e de organizar coisas.

    Talvez por esse meu perfil aceitei facilmente todo tipo de dogma, conforme fui aprendendo no crescimento na igreja, desde minha mais tenra idade. Questionando poucas vezes. Obedecendo o máximo, mesmo discordando às vezes ou não compreendendo o todo.

    Não me lembro de ter aprendido sobre as dispensações de forma teológica. Meu pai era pastor, já quando eu era adulto, e fiquei na igreja dele por um tempo. E me lembro dele explicando essas coisas da dispensação da inocência, dos reis, dos profetas, da Lei, etc etc

    Nunca entendi muito bem. Até porque não tem isso claramente na leitura bíblica, sem teologia sistemática para provar esse tipo de coisa.

    Agora com o comentário do Rodrigo:

    “Cabe aqui uma observação importante; a destruição proposital da importância da moral (feita frequentemente no livro) serve a um propósito específico”

    me pacifiquei um pouco mais.

    Sou muito paixonal / emocional às vezes… Já estava ficando com raiva do Caio: “o que ele quer com isso? Então tenho que ser imoral?” kkkkkkkkkk

    Mas entendo que o objetivo dele aqui é provar que nunca foi sorte, sempre foi graça… hehe

    Sigamos.

  4. quando nos envolvemos em graca e amor tudo se faz novo e a nossa moral se renova em Cristo e saimos das idumentarias da religiao farizaica e das negligencias espirituais e arcaicas deste mundo desviado do Amor.

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