Página 91 a 95

Pela Moral jamais Abraão encontraria justificação para as coisas que fez, nem naquele tempo nem no nosso tempo. Seja com Hagar, com seu filho Ismael ou mesmo a Isaque levando-o ao monte e apontando o cutelo a ele (imagina a psiquê do menino). E juntamente com Abraão, conseguiríamos justificar com base na moral homens como Jacó, Salomão, Noé, Gideão? Nós chamaríamos Davi, com base na moral, de homem segundo o coração de Deus (sem sabermos dessa designação e olhando apenas para suas posturas nas guerras, nas tramas e nas suas relações pessoais)? Pela moral a justificação seria impossível!

Se me permite ir ainda mais profundo dessa constatação, diria que Deus também jamais seria justificado pela moral! Jesus ignorou a moral constantemente ao tratar com amor aqueles que socialmente eram tratados com total desprezo. Pra quê amar samaritanos, adúlteros, publicanos, leprosos, centuriões romanos, estrangeiros? Cadê o patriotismo desse “novo” mestre? É imoral salvar o ladrão da cruz e não salvar aquele que diz “Senhor, Senhor” a semana toda! É imoral salvar um homem que perseguia e matava discípulos de Jesus pra todo lado e incluí-lo ao lado destes mesmos que ele matou na eternidade! Assim sendo, nem Deus escapa! A moral põe Deus do lado do mal. A moral põe Deus no “inferno”! Um pouco de honestidade é o bastante pra chegarmos nessa conclusão.

E aí? O que achou da leitura dessas páginas desse livro? Deixe seu comentário com suas percepções logo abaixo!

4 comentários

  1. Jesus, em sua caminhada histórico-existencial, nunca levou em consideração, ou se debruçou sobre os fundamentos da moral, visto que ela lida com pacotes grupais e contextuais, apoiando-se no modo de fácil de viver “sob a graça. Visto que, sua liberdade de ser Cristo é alqo que faz pensar e cansa.
    Ora, quem pensa por si mesmo é livre, no que toca a liberdade de Jesus: por isso o ladrão na cruz não precisou de doutrinas fabricadas pelo sagrado institucional, nem dos invólucros da moralidade.
    Do ponto de vista da moralidade, Jesus viveu como herege, posto que passava por cima de todas as manifestações morais e maiorias morais, encharcadas da lama dos legalismos vigentes, do discurso sem prática.
    Assim, pretendo continuar caminhando com meus iguais, olhando sempre para o Deus de toda a graça.
    O que passar disso é cegueira de quem diz ver e luz na retina liberta de quem convive com a escuridão…

  2. Jesus, em sua caminhada histórico-existencial, nunca levou em consideração, ou se debruçou sobre os fundamentos da moral, visto que ela lida com pacotes grupais e contextuais, apoiando-se no modo fácil de viver “sob a graça. Visto que, sua liberdade de ser é alqo que faz pensar e cansa.
    Ora, quem pensa por si mesmo é livre, no que toca a liberdade de Jesus: por isso o ladrão na cruz não precisou de doutrinas fabricadas pelo sagrado institucional, nem dos invólucros da moralidade.
    Do ponto de vista da moralidade, Jesus viveu como herege, posto que passava por cima de todas as manifestações morais e maiorias morais, encharcadas da lama dos legalismos vigentes, do discurso sem prática.
    Assim, pretendo continuar caminhando com meus iguais, olhando sempre para o Deus de toda a graça.
    O que passar disso é cegueira de quem diz ver e luz na retina liberta de quem convive com a escuridão…

  3. A moral nada mais é uma fé cega e débil. Não podemos viver uma moralidade e demoníaca. Porque a fé em Cristo sobre puxa ou de moralidade e padrão. Cristo nos dará através do seu sangue vida e paz. Tem nada a ver com a vida moralmente aceita. Minha com paz interior para ter amor e graça.

  4. Muito louco constatar coisas que nem Deus escaparia da Moral… Por exemplo, Ele engravidou uma mulher casada, sem o consentimento do marido…

    Enfim… O que mais me saltou nessa parte da leitura foi o que Caio recomenda a ler no livro “Enigma da Graça”, o Comentário Final.

    Lá ele vai mais à fundo nessa questão do mal vir da parte de Deus, “vinham da parte do Senhor”.

    Definitivamente não dá pra conhecer e discernir os caminhos do Senhor. Como disse o profeta Isaías, “seus caminhos são mais altos que os nossos”. Por isso Deus não cabe dentro de uma Teologia, seja ela qual cor. O que realmente devemos fazer é observar e discernir nossos próprios caminhos.

    Li uma frase essa semana que resume bem essa questão moral (em querer mudar os outros e não perceber seus próprios caminhos):

    “A verdadeira espiritualidade é sobre mudar a si mesmo, não sobre tentar mudar o outro.” Richard Rohr

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

%d blogueiros gostam disto: