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Refletir sobre o conceito de pecado é extremamente importante nesse ponto da jornada, isso porque houve uma diminuição considerável do seu significado com o decorrer do tempo. Pecado passou a ser um comportamento moralmente incorreto, passivo de punição, se alguém não souber escondê-lo “adequadamente”. Com frequência, além de tudo, dentro das comunidades foi se instituindo uma espécie de tabela de pecados graves e pecados menos graves; aqueles que merecem punição e os que podem passar desapercebidos; aqueles que causam expulsão e aqueles em que você apenas deixar de tomar a “santa ceia”; aqueles que colocam o sujeito no banco (longe da atuação nos ministérios) e aquele que é digno apenas de uma leve exortação.

Dentro dessa concepção limitada de pecado, dá-se a sensação de “libertação do pecado” a todo ser humano que, em sabendo esconder suas práticas moralmente reprováveis, as comete apenas no âmbito da sua privacidade e/ou longe dos olhares dos “fiscais de Deus” na terra. Alguns chegam a afirmar que o verdadeiro discípulo de Jesus não peca.

O que contamina o homem não é o que entra, mas o que sai, mostrando assim que é do coração que o pecado se manifesta e não das coisas externas. A fonte do mal nos habita, e é justamente nesse ambiente da interioridade que a obra de Deus está sendo feita dia após dia. “De onde vêm as guerras e contendas que há entre vocês? Não vêm das paixões que guerreiam dentro de vocês? Vocês cobiçam coisas, mas não as têm; matam e invejam, mas não conseguem obter o que desejam. Vocês vivem a lutar e a fazer guerras”. Tiago 4.

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3 comentários

  1. Fevereiro de 1983. Carnaval, conversão, busca por conhecimento, graça, santificação. Diante desse contexto, preguei como um louco no interior e em várias igrejas da cidade, onde me convidavam, principalmente depois do geração 90. Eletrizado por aqueles dias de contato com toda aquela efervescência espiritual, passei a ler tudo o que chegava às minhas mãos. Até bula de remédio e termos enciclopédicos, verbetes.
    Ora, atravessei correntes filosóficas, brisas devocionais, ventos doutrinários, vales tidos como santificados. Sem saber que o mal residia em meu coração, busquei combater as coisas de fora, o ex-ternalismo, alimentei-me com a tal da inexistente , abstrata e feérica perfeição.
    Assim, em contato com mensagens , livros e o evangelho de Jesus Cristo e suas re-leituras, percebi que o pecado vinha de dentro pra fora, do meu coração tomado de uma natureza pecaminosa e má. Larguei o livro que vinha lendo (Em busca da perfeição) e mergulhei de cabeça no ensino , na grandeza didático-pedagógica de Jesus.
    Não há quem faça o bem, não há nem um sequer, como diz o apóstolo dos gentios. A partir dessa percepção e desse vôo altíssimo que tudo vê, porque alto se dá, aterrissei na coerência, num retorno à sensatez.
    É preciso que se arranque todos os adereços comportamentais, todas as máscaras do engano. Em assim fazendo, decidir pelo sóbrio e sadio reencontro com o Deus absolutamente infinito e com a frágil e tortuosa natureza humana …

  2. Que situação terrível, esta em que me encontro! Quem é que me livrará deste corpo que me leva à morte?

    Mas graças a Deus por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor! Em minha mente eu sou escravo da Lei de Deus; mas na minha natureza carnal sirvo a lei do pecado.
    Romanos 7:24‭-‬25 NBV-P

    Como foi bom reler esse texto de Romanos nesse domingo. Quão edificante.

    Sou pecador não porque peco. Peco porque sou pecador. Ao mesmo tempo, sou aceito por Deus não porque faço tudo certo, mas porque Jesus fez tudo certo. Ele se fez pecado por mim, e me fez justiça de Deus, justificado por e diante dele.

    Porém ainda assim, tenho visto no meu corpo que o viver a prática e na direção do bem, indicado pelo evangelho, não é algo automático ao se conhecer a graça, como já ouvi em diversas pregações dos “pregadores da Graça”…

    Mas também noto que meu esforço para mudar e melhorar meus comportamentos não são suficientes para me manter no caminho da retidão.

    Aí mora o paradoxo… rsrs

    Sozinho, por mim mesmo, por meus próprios esforços, eu não consigo fazer o bem… Mas graças a Deus por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor! Dia a dia vou crucificando os desejos da minha carne, pois o mal não vem de fora. Me habita. Vem de dentro.

    De minha parte, meu esforço não é mais tentar ser perfeito e fazer tudo certo. Meu esforço é para andar no Espírito e no Amor (a Deus e, especialmente, ao próximo, pois meu amor ao próximo manifesta o meu amor por Deus, pois sem obras a fé é morta).

    A ambiguidade me habita. Sou um ser totalmente relativo e muitas vezes contraditório. No entanto, eu sei que a Graça me perdoa, me transforma e me santifica.

    Por isso eu aceito a verdade de que posso viver em santidade, ainda que eu seja um pecador.

  3. O pecado faz parte de todos nós. Somente em Cristo Jesus podemos ser salvos afinal nossos primeiros país Adão e Eva pecaram pois isso temos que nos submetermos ao senhorio de nosso amigo Jesus Cristo.

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