Página 26 a 30

A primeira coisa que me tocou nessa leitura foram as frases:

O anonimato da opressão garante sua perpetuidade, portanto, quanto mais anestesiados, cauterizados, dessensibilizados um coração de torna, mais manipulável ele se faz. Quem oprime sabe disso e se esforça poderosamente pra que a liberdade de pensamento não liberte o ser oprimido. Por isso, quanto mais dogma e diminuição das diferenças se cultiva, mais proprício fica o ambiente pra toda sorte de prisões e autoritarismo. Se a luz não tocar nossas trevas, jamais ousamos pensar para além das trevas, elas (em nosso pensamento) são a única possibilidade de viver que existe. É assim desde que o mundo é mundo. A não ser que a verdade quebre esse ciclo de morte!

Enquanto avançamos para o primeiro capítulo, vamos encontrando uma série de definições de palavras que o Caio usará durante o livro e a primeira é TEOLOGIA. Teologia é uma contradição em si mesma, pois se Deus coubesse em uma “logia” (lógica), ou seja, em uma sistematização de conhecimentos, Ele não seria quem Ele é! Teologia funciona muito bem com o ensino de Maomé, Buda e seus pares; Deus, todavia, não habita em templos feitos por mãos humanas, muito menos nas “caixas” e nos “pacotes” que construímos minuciosamente pra Sua morada.

MORAL é coisa da maioria, é concordância majoritária do que é bom ou não, portanto, moral é relativa a cada grupo humano. As morais, na sua grande maioria das vezes, nascem da mente de grupos dominantes, ideologias absolutistas que buscam definir o politicamente correto, a única via pra uma sociedade teoricamente justa. Por isso, moral prima pela aparência do comportamento externo, pela etiqueta, pela visibilidade, atribuindo valor daquilo que se vê pro lado de fora.

Moralistas são a personificação da hipocrisia. São os fiscais da vida alheia. Utilizam das formas de intimidação pra impôr seu “manual de bom comportamento” aos outros.

E aí? O que achou da leitura dessas páginas desse livro? Deixe seu comentário com suas percepções logo abaixo!

7 comentários

  1. Aos 19 anos fui estudar em um seminário teológico (regime de internato) e encantei-me com a “teologia sistemática”, agradou-me picar Deus em fatias a fim de entendê-lo. E inebriada fiquei com aquela aquisição de conhecimento sobre Deus até que o tempo de seminário acabou e sai para a vida real. O conhecimento sistemático de Deus em nada ajudou-me a passar pelos desertos da vida que se agigantaram à minha frente. Vi-me, então, forçada a “experimentar” Deus de uma forma íntima, oposta à fragmentação sistemática de uma teologia humana.
    Hj enxergo como altiva e arrogante era minha postura de achar que entendia por saber teologia sistemática.
    Agradeço-lhe todos os dias por Ele ter se revelado a mim no íntimo, ter permitido que eu o provasse e comprovado que ele é Bom/gostoso e que nunca, jamais poderei compreendê-lo. E não mais me debruçarei a esta tarefa, visto que Ele é quem é por ser incompreensível.
    Abaixo toda arrogância intelectual e espiritual. Sigo humilde experimentando dele na vida real e sem sistematizações!

  2. A leitura de hoje foi maravilhosa👏👏👏, já estava tensa tentando entender teologia moral e fiquei feliz quando o Caio explica isso😃, Deus não se discerne, mas Ele nós dá o presente de conhece- lo através da revelação que é sua palavra( Jesus).
    A menção do ladrão na cruz também me deixou estasiada, porque lá Ele nós mostra que toda a lei moral que usamos diante dele fica incompreendida, porque Deus acessa onde o homem não pode chegar que é no nosso mais profundo interior.
    Grata por essa compreensão e louvado seja esse Deus e pai para sempre🙏

  3. A leitura de hoje foi maravilhosa, já estava tensa tentando entender teologia moral e fiquei feliz quando o Caio explica isso, Deus não se discerne, mas Ele nós dá o presente de conhece- lo através da revelação que é sua palavra( Jesus).
    A menção do ladrão na cruz também me deixou estasiada, porque lá Ele nós mostra que toda a lei moral que usamos diante dele fica incompreendida, porque Deus acessa onde o homem não pode chegar que é no nosso mais profundo interior.
    Grata por essa compreensão e louvado seja esse Deus e Pai para sempre

  4. Um dia quis ir ao seminário , SPN- Seminário Presbiteriano do Norte. O Presbitério Amazonas -Roraima votou minha ida e fiquei felicíssimo. Estimulado, fui para o interior , no Município de São Luiz de Anauá. Lia a palavra com voracidade, orava de forma apaixonado nada madrugada a dentro e evangelizava com galhardia e fé. Guiado e ungido pelo Espírito Santo, ajudava na Igreja Presbiteriana do município, pregando e ensinando a palavra. O evangelho de João, principalmente, foi debulhado com alegria e graça diante do povo de São Luiz.
    Depois o Presbitério me chamou e disse que não valeria o estágio antes do curso, mas não justificou o motivo da decisão. Entristeci-me,.porém, Deus comunicou-me que eu o servia e não a uma instituição . Continuei trabalhando pra Deus e aprendi que Deus jamais será contido pelas bulas e embrulhos da religião, que nunca se deixará medir pelos termômetros da moral, da média ponderada, da maioria , tantas vezes adoecida e cheia de hipertrofias no que toca ao Santo. Isso porque, o sagrado é , não raramente, fabricado pela religião; diferente do santo, que se deixa forjar pelo cotidiano do ser humano, humano mesmo.
    Logo, a teologia foi para mim ortopraxia, pois, embora estudasse teologia sistemática , aprendi a discernir Deus na prática da vida, na dimensão histórica concreta, na cara dos meus iguais, todos os dias e de casa em casa, conversando sobre o evangelho e seus desdobramentos.
    Quanto à moral, sempre fui olhado com estranheza e reservas, por aqueles que teciam casulos de moralidade, enquanto cortavam as asas das borboletas do espírito santo que voavam alegremente na boca do meu estômago.
    Por isso, recorri à ética do Reino, aquela construída por Jesus às margens do Mar da Galiléia e nos montes das bem aventuranças do existir.
    Aqui estou, povoado por todas as borboletas em suas cores e matizes, de re-exames, de re-leituras e de constantes re-fazimentos do ser em -si, com a consciência aprofundada no evangelho …

  5. Muitos anos que estive na ‘igreja’ e sua instituição, e consequente sistematização de conceitos, tidos como irrefutáveis, como é bom saber que muito além da ‘letra’ das Escrituras , existe a revelação livre de Deus a cada um de nós, na liberdade Dele, sem falsos moralismos que nos aprisionava e nos fazia viver de acordo com as leis-turas ‘cristãs’.
    Que o Espírito revelador nos ajude a caminhar em humildade sempre atentos à voz que Dele que clama das Escrituras em nosso viver diário e constante.

  6. Muito bom ler o comentário de todos.

    Essa é a terceira vez que busco ler esse livro. A primeira vez li no celular, um ebook, onde a maior parte ouvi em forma de áudio.

    Na segunda vez, peguei o livro físico emprestado com um irmão do Caminho (ainda não devolvi e pedi para ficar mais um tempo para realizarmos essa leitura). Não consegui terminar a leitura.

    Pretendo agora ir até o final, lendo as mensagens no rodapé e, sempre que possível, lendo os versículos bíblicos apontados pelo Caio, para fixar ainda mais o conteúdo.

    Mas tanto agora quanto nas outras duas vezes que li, me parece que a leitura do livro fica incompleta sem a leitura do Enigma da Graça. Conceitos como Teologia da Terra, e o próprio termo “Teologia Moral de Causa e Efeito”, não me pareceram claros na leitura do Sem Barganhas, mas parece que são melhores explicados lá, no Enigma da Graça.

    Mas acredito que lendo os comentários do Rodrigo e dos demais amigos, poderei avançar na compreensão do que é dito aqui, no Sem Barganhas.

    Sigamos!

  7. O critério de Cristo é muito mais do que o critério dos homens preso a doutrina e a cultos nação dos homens por meio da moralidade e das tecnologias da jactância piedosa. Acredito que vivemos tempos difíceis que voltasse para Deus parece para o seu amor e não simplesmente a doutrinação dos homens. Uma moralidade que Beira a loucura EA insanidade mental.

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