Página 21 a 25

Eu amo esses trocadilhos do Caio. A literatura pode se transformar Lei-teira-tura, se a gente não tomar cuidado. Essa é uma análise que precisamos fazer quando lemos livros, artigos, coluna de opinião e até mesmo as escrituras: entender que se há algo a ser internalizado como paradigma, pra se tornar nossa referência na vida, antes de qualquer coisa, precisamos “desmistificar” o texto entendendo-o dentro do seu contexto imediato.

Até o que Jesus disse, ele disse a alguém primeiramente, a um terceiro, nós somos de certa forma os expectadores que assistem o diálogo em forma de leitura, esse é o ponto inicial da jornada, estamos de fora. Depois de analisar o diálogo, temos que entender o quão global e pertinente a todos os seus discípulos (e portanto a nós) aquelas palavras são. O Lei-tor precisa antes de tudo aprender a ler guardando certa imparcialidade, reconhecendo seu lugar de escuta pra então, sem pressa, ir dialogando com o texto pra ir encontrando sua aplicação pra sua vida.

Prosseguindo a leitura me defronto com a confissão que Caio faz sobre sua tristeza em perceber algumas coisas em sua trajetória de vida: Primeiro que há pessoas que vivem de forma cruel e covarde em relação às suas supostas amizades. São pessoas que estão com a gente quando lhes é conveniente e quando a primeira demanda de paciência, compaixão e misericórida aparece, fazem questão de mostrarem suas garras, apunhalando pelas costas. Segundo, que há pessoas que se desviam do Caminho sem nunca se desviar do tipo de aparência que as pessoas ao seu redor requerem delas pra aprovação coletiva. A verdade do interior se tornou hipócrita e cheia de adaptações, mas para o lado de fora, conhecendo bem como a banda toca, cumprem o protocolo, se tornaram irrepreensíveis, especialmente pelo fato de que só mostram o lado da história que lhes convém, e se vangloriam de sua justiça própria. São os adoradores da própria imagem!

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4 comentários

  1. “Jogar pedras é o recurso mais básico de quem não tem o que dizer e teme dizer o que pensa.”
    Essa é uma verdade tão dolorida!
    Fui criada em um ambiente religioso rígido e jogar pedras – críticas duríssimas – era o passatempo preferido entre os “irmãos”.
    Cada um vivia em sua própria bolha de “autoperfeição” atirando pedra na bolha do outro. Um ambiente doentio e nenhum prazer de vida.
    Louvo a Deus todos os dias por ter me mostrado que minha bolha era um autoengano sem precedentes e me libertou. Ainda preciso fazer um exercício consciente para não julgar a mim mesma e ao demais com esse rigor da Lei.
    Andar na Graça e pela Graça é libertador!

  2. O texto é parceiro da vida, e a vida é filha do contexto. De sorte que, junto com a leitura do texto, deve-se fazer a leitura da vida, do mundo, da fé e seus elementos cotidianos, quer filosóficos, quer sociológicos ou até mesmo existenciais.
    A vida pode existir sem o texto, mas com ele há muito mais significado, internalização do conteúdo, da letra, do verso, da vida grafada e vivida.
    Quando o discurso vira prática, come-se a carne e bebe-se o sangue de Jesus Cristo, o cordeiro que foi imolado desde antes da fundação do mundo.
    Quando o texto escraviza, ele não passa de letra morta, daí os fariseus serem chamados de sepulcros caiados, pois arrastavam consigo a morte da letra, a vaziez de conteúdo.

  3. Também gosto muito dos trocadilhos do Caio no texto. A Graça des-jó-sifica Jó…

    A prática da Teologia Moral de Causa e Efeito, que pelo que entendi até o momento é essa Quase-Graça pregada na maior parte das “igrejas”, como disse Caio, a prática desse tipo de Teologia é total negação da Graça.

  4. Eu cresci na igreja católica todo dia estava lá, quando conheci o evangelho não conseguia entender as pessoas das igrejas evangélicas até conhecer o Caio e ouvir seis mil vídeos dele, ouvi sem para todos os dias e noites então entendi tudo veio um alívio no meu coração, na igreja faziam reuniões para julgar os irmãos era triste

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