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A Graça do caminho proposto por Jesus exclui toda forma de auto-punição e também a entrega desinteligente a toda sorte de desejos desenfreados da carne. Essa graça é o ambiente ideal da verdadeira transformação da mente, e ela não se utiliza de mecanismos domesticadores artificiais. O Caminho é uma consciência que se estabelece trazendo autopercepção e a partir dela a autonomia que resulta do amor.

Cada dia um pouco mais de percepção, um pouco mais de amor, um pouco mais de maturidade, um pouco mais de luz. Passo a passo, de glória em glória, de fé em fé, de amor em amor.

Se o medo toma conta e guia o individuo, então aí está estabelecida a anulação de qualquer saúde que provém da liberdade. O medo engaiola, manipula, desestimula a decisão consciente, o medo cria uma barreira que restringe uma relação que deveria ser livre, amorosa e honesta. “No amor não há medo; pelo contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor”. 1 João 4:18 Não dá pra amar aquele de quem temos medo! Quem tem medo faz barganhas, quem ama quer servir o outro em estado de graça.

Quem se liberta do medo não quer voltar a ter medo, não sente saudades da escravidão do “Egito”, pois descobriu o verdadeiro sentido da vida. Se ainda há saudades da relação abusiva que havia no passado é porque a libertação foi apenas uma ilusão de ótica, uma transformação superficial que não penetrou o ambiente mais essencial do ser (que é onde de fato a vida acontece).

E aí? O que achou da leitura dessas páginas desse livro? Deixe seu comentário com suas percepções logo abaixo!

3 comentários

  1. Graça e culpa são diametralmente opostos, são elementos de polarização, assumindo lados completamente adversos.
    Ora, se o essencial não precisa ser visto, então a essencialidade é o fundamento da Graça, do amor, onde a salvação se desenvolve cotidianamente, com temor e tremor. Quando se experimenta o medo, numa relação domesticada e perversa, o amor é catapultado para bem distante, visto que entre o homem e Deus deve grassar a vida , e vida em abundância. A culpa é irmã gêmea do medo, e o perdão é a vestimenta com a qual se veste a graça. No fim, tudo é graça…

  2. Nestas 22 páginas iniciais de nossa viagem para dentro e para fora, apenas a apresentação para 2a edição, uma breve atualização, um Glossário, uma apresentação do livro Confissão de Um Pastor e um “nocaute” e desafio estigante aos Lei-tores, e, uma motivação viciante aos leitores. Quanto conteúdo rico! Apenas com esta porção podemos aprender, ensinar, refletir, enfim, daria um profundo livreto. Mas, “calma! Não há mais barganhar a fazer!”

  3. Somente o amor lança fora o medo… e livre da culpa e do medo da condenação, até aquilo que você lê contra você mesmo chega com o poder de cura.

    Na “igreja” eu tinha aprendido que cair da graça era alguém que tinha pecado (geralmente, algum pecado sexual…). Hoje entendo que cair da Graça é voltar ao legalismo e à justiça própria, ou seja, voltar à Teologia Moral de Causa e Efeito dos Amigos de Jó.

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