Tenho medo do frio, vaguei por todas as ruas pela bondade de um cobertor;
Minh’alma congelou….

Sedento, com a língua apegada ao céu da boca, não consegui um copo d’água;
A sequidão da compaixão…

Sempre com fome, ninguém partiu o pão comigo com medo de não tê-lo amanhã.
Contudo, as lixeiras partilharam o seu pão sem medo de faltar amanhã;
A generosidade da lixeira….

Vida cruel,
Mundo insensato,
Amor egoísta.

Alexandre Marques
marquesmcv@gmail.com

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