Dias atrás me olhei no espelho e percebi que não sou mais aquele jovenzinho de vinte e poucos anos que esbanjava saúde e disposição; que comia de tudo e quase nada fazia mal; de pele esticada, barriga fininha, praticamente só pele e osso. As marcas do tempo não me pegaram desprevenido; todos os dias penso na vida, nas oportunidades, na realidade da morte, vivo em contato com as dores alheias e é natural que uma hora os males, que visitam a vida de todo mundo, também façam uma visitinha a mim. A minha oração diante da realidade inflexível do envelhecimento e da morte é que “embora o meu corpo exterior se deteriore, dia a dia, desejo e luto para que meu coração, meu eu interior, a minha alma em Deus se renove em esperança, fé e amor”. No final das contas, o nosso verdadeiro tesouro está do lado de dentro, tudo o que está do lado de fora perecerá!

Há erros recorrentes para os quais eu já disse “não” várias vezes e que, no fim, o resultado era sempre o mesmo: repetição, fracasso e ciclo vicioso. Quando o “não” não basta, resta-nos, definitivamente, abraçar decididamente o “nunca mais”. Hoje não, nunca mais! Isso não é mais uma opção pra mim. Parei de brincar com as oportunidades de fazer diferente, ser diferente, viver diferente. Isso nada tem em mim!

Em todo olhar sensível há beleza e sabedoria, isso independe de títulos acadêmicos e reconhecimentos humanos.

Corrigindo as provas de Filosofia de meus alunos cheguei à seguinte conclusão: que coisa boa é ser professor! Que delícia verificar o quanto estão crescendo, amadurecendo, desenvolvendo seus potenciais, se tornando agentes transformadores dos ambientes em que atuam. Filosofar (pensar, refletir, analisar) ou morrer, essa é a decisão que sempre precisamos tomar!

É da nossa cobiça e das nossas vulnerabilidades que surgem as tentações que nos assolam. Não poucas vezes, flertamos com o perigo, dançamos à beira do abismo, nos submetemos a ambientes e circunstâncias que evocam o pior de nós, que instigam os nossos monstros interiores. Precisamos decidir que o nosso “não” realmente tenha o valor de um “não” e a nosso “nunca mais” tenha o peso de um “nunca mais”. É assim que enfrentamos o mal.

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz

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