A espiritualidade proposta por Jesus não consiste em memorizar um conjunto de ideias, mas sim, em experimentá-lo pelo convívio. Alguns discípulos de João viram Jesus ser batizado no rio Jordão, receberam de seu rabino a instrução para que a partir daquele momento seguissem Jesus por onde quer que ele fosse e eles obedeceram. Chegando perto de Jesus perguntaram: “Onde você está hospedado?” Jesus respondeu: “Venham e verão”. E ficaram juntos aquele dia. O resultado desse convívio se deu um dia depois, quando um deles disse: “Achamos o Messias!”

É impossível que aquele único dia Jesus tivesse doutrinado aqueles homens mudando suas ideias e crenças através da retórica ou da hermenêutica. Jesus não deu um curso intensivo, nem palestrou, tampouco temos o registro de sua pregação daquele dia (o que facilmente encontramos em situações posteriores). O texto simplesmente diz: “e passaram com ele aquele dia”.

O caminho que Jesus propõe que cada um de nós percorramos implica em “convívio experiencial”, ou seja, um acolhimento de quem ele é em nós, pela fé, permitindo-se provar de seu amor sem barreiras, fronteiras ou preconceitos religiosos. Venham e verão, convivam e verão, experimentem e verão, me recebam e verão, dê passos em minha direção e verão, permitam-se me encontrar e verão.

Certa vez Jesus louvou ao Pai pelo fato de que pessoas sábias e cultas não recebiam a experiência de viver a Palavra enquanto que pequeninos de coração bebiam abundantemente da revelação do Pai. Isso não quer dizer outra coisa senão: a revelação é para quem quer vivê-la e não para quem quer apenas elucubrar e teorizar sobre ela; é pra quem quer ir, de fato, levando tudo de si e assim, ver.

Nesse sentido, muitas vezes, o pacote da doutrinação religiosa se distingui totalmente do ensino de Jesus. A religião propõe uma certa adesão a doutrinas, ritos, reuniões e compromissos institucionais enquanto que Jesus se coloca no centro do caminho.

É como se a religião dissesse assim: para que você consiga chegar a Jesus, você precisa passar por mim, aderindo a tudo o que se relaciona a mim; e enquanto isso, Jesus simplesmente convida as pessoas a provarem dele, diretamente, sem intermediários, sem “controladores da fé alheia” e sem gestores da experiência de amor dos outros, sem prestar contas a ninguém. Jesus tem muitas ovelhas que não são “desse” aprisco.

Por fim, nesse processo de ir e ver, você pode amá-lo ou odiá-lo, abraçá-lo ou rejeitá-lo, você pode recebê-lo como Zaqueu (um homem rico e mal visto pela sociedade) ou pode achá-lo duro demais em sua proposta de vida como o jovem rico (um homem rico e bem visto socialmente). Essa sempre será uma escolha pessoal e uma responsabilidade intransferível.

O que significa esse “venham e verão” pra você? Deixe nos comentários a sua opinião sobre isso.

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz

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