Defender o indefensável demonstra a dificuldade de nós, seres humanos, admitirmos que precisamos discordar daqueles com quem já concordamos um dia e mudar de pensamento em relação aquilo que antes era o nosso posicionamento. Flexibilize-se, não idolatre pacotes ideológicos ou pessoas a ponto de perder sua identidade, tenha pensamento próprio, seja autônomo e dono da sua própria intelectualidade. Faça suas sínteses e trilhe seu próprio caminho na vida. Não se permita ser sequestrado por nada nem ninguém.

Aprendi a ter esperança! Depois que vi a vida triunfar sobre a morte, meu olhar mudou completamente. Sou capaz de enumerar um milhão de motivos para me desesperar, para não confiar nas pessoas, aliás, tenho um histórico de situações vividas que me dariam ótimo embasamento para uma argumentação bastante convincente acerca do quão dura a vida é, mas não posso negar; tem uma semente plantada em mim que me impede de fazer uma análise assim. A esperança que me habita está sustentada na certeza de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o porvir, nem nenhuma criatura na terra, céu ou mar será capaz de me separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus. Essa esperança é indestrutível!

A morte e a doença atinge a todos, indistintamente, ricos e pobres, sábios e ignorantes, bondosos e maldosos, não importando o espectro político ou religioso que se segue. A finitude da vida traz uma lição que todos precisamos aprender: ninguém é melhor do que ninguém, estamos todos fadados ao mesmo destino, por mais que tentemos, com todas as forças, encontrar a fórmula da juventude e imortalidade ou fingir certa superioridade. A força do tempo não faz acepção de pessoas e é por isso que a sabedoria de Salomão o fez afirmar que “mais vale entrar em uma casa onde há luto do que naquela em que há festa, pois a morte é o destino de todos os homens e devemos levar isso a sério”. Pensar sobre essa realidade tem um potencial de nos conduzir à lucidez, de diminuir nossas vaidades, de despojar nossa arrogância, de minimizar o poder do dinheiro sobre nós, de nos forçar a incluir o outro como alvo de nosso amor e solidariedade. Se o amor, de fato, é o elo perfeito, então é isso que levaremos dessa vida: as pessoas que amamos, as pessoas que nos amam e nossas experiências práticas de amor!

A verdade arranca suspiros, incomoda a gente, nos chama do mundo da lua pra realidade, provoca os piores sentimentos, mas no fundo, nos liberta, elucida, desembaça o olhar. Lágrimas derramadas por causa da verdade são verdadeiras poesias, por mais dolorosas que elas sejam. A verdade nos faz cair em si, nos arrepender, nos dá oportunidade de criar novas soluções pra vida, desmonta nossos castelos de ilusão, desata os nós da vaidade e arrogância. A verdade é um choque pra ressurreição.

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz

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