A experiência da espiritualidade quase sempre está associada ao contexto em que ela se dá, isto é, tendemos a interpretar nossas experiências espirituais a partir dos grupos sociais a que pertencemos (ou a quem creditamos autoridade). Isso explica as diversas matizes de interpretação da realidade espiritual de nosso tempo. Existem diversas religiões em nossa sociedade e, dentro das religiões existentes, há uma diversidade de denominações. Cada um desses grupos rogam para si a autoridade da verdade, significando que a pregação e a doutrinação vai, quase sempre, na direção de fazer separação entre os que estão acreditando na verdade (nós) e os que estão acreditando na mentira (eles), sem qualquer diálogo entre os diferentes posicionamentos (salvo raras exceções). Mais do que nunca, precisamos aprender a dialogar mais, diminuir os preconceitos, respeitar mais, minimizar as rotulações e aprendermos mais com as nossas diferenças de pensamento. Do contrário, estaremos nos escondendo num casulo social, em que nossa pequenina bolha comunitária se transforma no único universo que enxergamos na vida.

Trabalhar no que você ama não garante que as coisas serão mais fáceis e que não haverão dificuldades, mas traz um senso de estar no caminho certo. Afinal, a melhor coisa que existe é viver aquilo que você sempre sonhou, sem contar que no final das contas, quando a experiência te der ferramentas suficientes para ser sábio diante dos problemas, todo esforço terá válido a pena. Não romantize a vida, ela não é fácil pra ninguém, mas ela se torna infinitamente pior pra quem caminha sem rumo, sem consciência de onde quer chegar, vivendo aleatoriamente sem sentido algum. Eu encontrei minha vocação quando dei aula pela primeira vez, tratando a respeito da vida, da fé, das perguntas que dentro de mim não calam, das crises existenciais, das experiências boas e ruins com a vida! Desse caminho não arredo o pé!

Uma pessoa com baixa autoestima sempre sente a necessidade da validação social para se sentir importante, útil e valorizada. Entregar ao outro a qualificação do nosso valor é muito arriscado e imprudente. Adquirirmos o amor próprio, assimilando nosso valor intrínseco, como seres humanos, é o que nos proporciona a segurança necessária para não nos deixarmos abater quando o outro decide nos ofender, nos afrontar e nos rebaixar. Quem convive com pessoas inseguras a esse ponto, quase sempre se sentirão incapazes de satisfazerem as demandas de suas exigências e melindres.

Todos sabemos que a vida tem suas leis naturais, que tudo o que semeamos disso também colheremos, mas que tal fazermos o bem sem pensarmos nos possíveis “retornos” e relativas “vantagens” que podemos ter com essa atitude? E se a generosidade fosse espontânea e natural em nossas vidas de forma que nem pensássemos mais na possibilidade de não sermos generosos? Hoje em dia, muito se fala em gratidão, bondade e amor pensando nos resultados disso para quem os pratica. Mas, sinto que fazendo assim, corremos o risco de sermos egoístas até mesmo nos atos que poderiam ter outra motivação, mais pura, mais essencial e mais humana. Fazer o bem ao outro pensando em si é mais uma forma de narcisismo.

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz

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Escrito por Rodrigo Campos

Um caminhante que está disposto a aprender com os erros e acertos, refletindo quais são as verdadeiras importâncias da vida e sua essência!

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