Ler livros não é uma questão de ter tempo livre de sobra, mas sim de entender a importância da leitura e priorizar tal exercício. Eu não tenho tempo livre de sobra, mas tenho uma vontade imensa de mergulhar na história de vida das pessoas e refletir sobre elas, e é isso que me leva a ler, mesmo sendo muito atarefado. Nem sempre ler é fácil! Há leituras que exigem mais concentração, mais conhecimento do contexto daquele escrito, mais conhecimento de mundo e mais vocabulário. É assim mesmo. Ler, às vezes, dá trabalho, mas é o um trabalho extremamente recompensador. Cultive a leitura, você não vai se arrepender.

Aprendi a sorrir. Sim, sorrir espontaneamente, sorrir generosamente, sorrir pra quem me atende, sorrir pra quem me olha, sorrir pra alegrar, sorrir pra fortalecer. Decidi que não era bom economizar na gentileza, na educação, no carinho, na gratidão e na alegria de viver. É verdade que há dias que meu sorriso está travado, há circunstâncias que me deixam triste e cabisbaixo, há momentos em que estou longe, reflexivo, viajando entre análises, introspecções e quimera, mas ainda bem que não são a maioria das vezes. Há tantos motivos para gerar gratidão e sorrisos em mim, preciso estar cada vez mais sensível a eles.

Dividir a própria história com alguém é muito mais do que posar juntos para fotos, assinar um documento firmando uma aliança relacional, fazer festa de casamento e se esforçar para pagar os boletos que chegam a cada mês; dividir a própria história é sangrar pelo outro, é se ver unido essencialmente com o outro, é comunicar os próprios sentimentos com honestidade e lidar com os sentimentos do outro como se fossem os seus próprios. Casar-se com alguém é estar tão entranhado no coração do outro que quando sua ausência é uma realidade, a gente sente um buraco, um vazio, é como se estivéssemos amputados, debilitados e em estado de total vulnerabilidade. Nenhum casamento é linear, constante e desprovido de momentos altos e baixos, mas uma coisa não pode faltar: amor pra enfrentar tudo o que se coloca no caminho. O amor tudo suporta.

Procuro, sempre que posso, cultivar boas ideias. Há emulações interiores que surgem inesperadamente e me catapultam para iniciativas criativas, me fazendo enxergar através de novas perspectivas, me oferecendo a sugestão de novos caminhos. Todos esses pensamentos passam, obviamente, pelo crivo da minha consciência, valores e visão de mundo. Alguns são enterrados propositadamente, por não representarem aquilo que quero me tornar como pessoa, outras eu abraço, rego, cuido, deixo expandir até ver os seus frutos surgirem. Ideias precisam ser analisadas e aproveitadas para o bem. Não é bom deixar uma boa ideia morrer.

Antigamente, recebíamos pessoas em casa mesmo quando não gostaríamos, tamanha abertura e intimidade que oferecíamos a muitos (era um extremo). Hoje em dia, sinto que construímos muros demais, nos tornamos inacessíveis demais e exigentes demais pra receber pessoas em nossa casa e em nosso convívio. Quase tudo precisa ser marcado com antecedência, cronometrado, o ambiente precisa ser o ideal, a experiência sempre tem que ser única e excelente. O resultado disso é que estamos cada vez mais fechados em nós mesmos, enclausurados em nossas rotinas e zona de conforto, indispostos a amizades que realmente tenham acesso à nossa intimidade. Isso explica boa parte dos relacionamentos superficiais de nossos dias.

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz

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