Há pessoas que fazem qualquer coisa por aquilo que chamam de sucesso, mas que boa parte das vezes nem sucesso é. Não podemos chamar de sucesso aquilo que conquistamos passando por cima de pessoas, não há vitória quando ignoramos valores como o amor e o respeito, não há felicidade quando nossas conquistas representam apenas um ganho individual e egoísta, sem desdobramentos coletivos. Sucesso não é chegar no topo sozinho, tendo feito muitas vítimas pelo caminho. Sucesso é viver uma vida coerente e de significado, é construir amizades verdadeiras, é ser o tipo de pessoa que desejamos que exista abundantemente no mundo, é ter um caráter tão firme para o bem quanto a força das águas da mais alta cachoeira. Sucesso é ser um ser humano da verdade, que sabe entrar e sair, falar e calar, com humildade pra aprender e ensinar, o tipo de gente que leva esperança por onde quer que passe.

Melhor que sonhar enquanto dormimos é voltarmos à realidade, acordados, e nos ver lutando pelos nossos sonhos até realizá-los. Nem todos os sonhos se realizam, é verdade, e precisamos saber lidar com isso, mas há muitos que são verdadeiramente possíveis de se realizar. É nossa a escolha de aceitar a realidade que temos como sendo final, categórica e imutável ou nos esforçarmos pra tomarmos os caminhos que nos conduzirão à mudança e realização. Meu casamento é um dos sonhos realizados, a existência da Sophia também, me envolver com escritores e artistas da cidade também é um sonho realizado, compartilhar as experiências, conhecimentos e reflexões da vida e participar de alguma forma da educação de outras pessoas é um grande privilégio pra mim, e também, um sonho realizado. Quais são os seus sonhos realizados?

Não comemoro o Natal a partir apenas do conhecimento histórico da existência de Jesus, pelo contrário, o comemoro, principalmente, a partir de seu nascimento em mim. O Jesus das páginas de um livro pode se tornar uma referência vaga e infrutífera quando nossa relação com ele é semelhante à relação de um leitor e um personagem bem construído. Jesus não pode ser só isso. É a certeza da obra que ele está fazendo em mim que me move na vida, que renova minha esperança, que me catapulta a uma vida cheia de significado. Saber que sua graça se renova e que seu poder se aperfeiçoa na minha fraqueza, faz com que todo dia se torne um Natal vivo e poderoso. Na medida em que ele nasce e renasce em mim, vou aprendendo a morrer e a viver, a cair e a me levantar, a sofrer e a me alegrar. Natal é vida brotando de dentro, explodindo graça pelos poros da existência, evidenciando um mergulho de natureza espiritual em que “não mais eu, mas Cristo vive em mim; a vida que vivo no corpo vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. Feliz Natal!

Desejos e impulsos estão, quase sempre, em conflito com a razão. E dentro dessa dinâmica interior também há o importante papel da intuição que, ora reafirma os desejos e impulsos, ora se junta à razão e, às vezes, se une aos dois simultaneamente (quando não são excludentes entre si). Houveram momentos da minha vida em que a razão precisou ser deixada de lado, dando lugar a uma espécie de lógica espiritual que ultrapassava em muito a lógica racional. Só pra citar um exemplo, racionalmente falando, é tolice não temer a morte, a dor e o sofrimento, mas apesar disso já houveram situações em que acolhi amorosamente a real possibilidade da morte, dor e sofrimento por causa da consciência espiritual envolvida na situação em questão. Porém, não posso negar que a intuição (também descrita como “a paz do coração” ), que é diferente das interpretações superficiais e precipitadas que fazemos, na maioria das vezes, é o espaço onde as melhores decisões da vida nascem. A intuição nem sempre é provida do conhecimento total da situação, mas isso não a impede de ser um instrumento eficaz para discernir o momento, o contexto e o caminho mais sábio a seguir.

Faz parte da vida admitir nossas incapacidades. Tem coisas que a gente sabe lidar muito bem, há outras que estão para além de nossa capacidade. A sabedoria está em ter humildade pra pedir ajuda, em reconhecer a necessidade do outro e em aprender o verdadeiro sentido da comunhão. De vez em quando olho pra dentro de mim e não encontro as ferramentas necessárias. O que seria de mim sem minha família, meus amigos, meus companheiros de jornada espalhados por tantos lugares da terra? Homens e mulheres que me querem bem, que dispõem de seu tempo e suas habilidades para me ajudarem nos desafios da vida.

Vivemos em uma geração de pessoas que gostam de serem “lacradoras”, ou seja, que preferem humilhar o outro com uma palavra que cala a sua voz do que cultivar a temperança, a capacidade de ouvir, de dialogar, de tentar entendê-lo e terminar a conversa como seu amigo. Isso tudo é fruto da falta de humildade e de bom senso, sem falar da necessidade de ser aprovado e reconhecido pelos outros. Dessa postura nasce o vocabulário tão comum nas conversas cotidianas (e que a gente raramente pensa nisso): “Lacrou”, “Arrasou”, “Top”, “Falou Tudo”, “#prontofalei“, dentre outros. Essa cultura que exalta a atitude de vencer o outro, atropelar o outro, diminuir o outro, depredar a história do outro, de estar no topo do mundo olhando todos de cima pra baixo, tudo isso só nos empobrece como pessoas, só nos incapacita para as relações e só nos iguala à bestialidade daqueles que agem pura e simplesmente pelo instinto, ignorando valores essenciais como o amor.

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz

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