Pessoas seguras e felizes celebram as conquistas dos outros como se fossem suas próprias vitórias; pessoas amargas e imaturas sentem ciúmes e inveja quando os outros se dão bem na vida e por isso não conseguem participar em paz da celebração deles. Procure aproveitar suas oportunidades, ocupar seu próprio lugar e não pense que a vida é uma competição em que só um é vencedor. Há espaço para todos vencermos juntos, nos alegrarmos juntos, superarmos os desafios juntos, ninguém precisa ser inimigo de ninguém!

Experimentarmos a fé que, como consequência, expande a consciência, transborda o coração de amor e que calibra a mente de humildade e vontade de servir, é o caminho para chegarmos o mais próximo possível da eternidade nessa vida. Essa fé decodifica a essência da matriz do universo, não por resolver racionalmente o enigma dos mistérios da vida, mas por mergulhar em confiança no supremo amor que afirmou: “está consumado/feito/pago/resolvido”. Quem é habitado por essa fé se sabe amado, perdoado, cuidado, pacificado e redimido por Deus para sempre, sem perguntas atormentadoras a fazer. Mas, uma fé que nos torna mais ignorantes, mais fechados, menos compreensíveis, mais suscetíveis a sermos enganados, mais presos em nossos preconceitos, mais medrosos, mais difíceis de se lidar, mais vingativos, mais insensíveis a quem sofre e mais precipitados no juízo, com certeza é o caminho mais rápido para a escravidão mental.

Quando temos o costume de realizar viagens interiores que visam o autoconhecimento, fica mais fácil se relacionar com as pessoas ao nosso redor. Nessas viagens pessoais a gente descobre aquilo que, geralmente, gostamos de esconder das pessoas: nossos erros, nossas tendências à maldade, as áreas em que ainda não amadurecemos, nosso autoengano, os maus hábitos, as crenças viciadas, as pulsões desenfreadas, coisas do passado mal resolvidas e muito mais. Conhecer-se nessa medida nos faz ter mais paciência com as pessoas com as quais lidamos ou no mínimo, passamos a ter expectativas mais reais acerca delas (sem fantasias ou devaneios desconectados da realidade). Mas, sempre há também os que ignoram isso tudo e agem como se fossem infalíveis, intocáveis e como se tivessem chegado à perfeição. Estes passam por cima de tudo e de todos, são exigentes numa intensidade sobrehumana e acham que o mundo deve orbitar em torno de suas vontades.

Se despedir nunca é um processo fácil, é uma espécie de luto que precisa ser assimilado sem pressa. Leva tempo, deixa uma lacuna no coração, fazem as lágrimas caírem, parece insuperável, mas faz parte dos desafios da vida. Numa hora são entes queridos que se vão, em outra são os animais de estimação que nos deixam, em outros momentos são despedidas advindas da mudança de cidade, de emprego, por causa da formatura de um curso ou mesmo pelo encerramento de um ciclo da vida. E assim como precisamos de paciência e sabedoria para lidar com o luto, precisamos de boa disposição pra acolher no coração novas pessoas, fazer novas amizades, repartir a própria história de vida com pessoas que até então nos eram desconhecidas. Raríssimas amizades permanecerão de pé em meio ao início e fim dos ciclos da vida.

Uma das coisas que o dinheiro não compra é a capacidade de deitar a cabeça no travesseiro, todas as noites, e dormir em paz. Isso só é possível quando vivemos honestamente, sem prejudicar ninguém, sendo sinceros com as pessoas ao nosso redor, encontrando um sentido para a vida que transcende o espaço/tempo e que ecoa por toda a eternidade. Essa paz é fruto de uma confiança profunda de que todo esforço, toda luta, toda tribulação, toda dificuldade, toda energia gasta nas decisões da vida resultará em algo que, verdadeiramente, valerá a pena. Em outras palavras, a fé é o que nos catapulta para essa condição de paz, fé de que não estamos sozinhos, desamparados, jogados à aleatoriedade da vida e de que, há um Pai amoroso e bondoso que nos conhece mais do que nós mesmos somos capazes de nos conhecer e que, de fato, cuida de nós.

Há pessoas que pesam demais, demandam demais dos outros, criam problemas demais, falam demais, tornam o ambiente mais pesado, intensificam o estresse coletivo, não contribuem em nada com a paz, pelo contrário, não aguentam muito tempo o estado de “normalidade” e sempre arrumam um jeito de “causar”. Há, porém, os aliviam, os que pacificam as pessoas, que se põem na vida de forma leve e útil à solução dos problemas, gente que é voluntária pra ajudar, mesmo situações já tidas como condenadas, que se fazem generosos colaboradores que não precisam aparecer pra se sentirem importantes. Tudo depende da forma como cuidamos das nossas emoções, se fazemos as pazes com o nosso passado, se nos perdoamos e aprendemos a lidar com as situações não ideais. Tudo depende da obra que está acontecendo dentro de nós, se realmente deixamos o amor reinar ou não.

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz

Onde você me encontra?
Twitter: @caminhaprendiz
Facebook: /caminhanteaprendiz
Youtube: bit.ly/caminhanteaprendiz
Instagram @caminhanteaprendiz
E-mail: rodrigoaccampos@hotmail.com
Whatsapp: 18-997358253

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: