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Escritas pra Vida #7 – Lucas Lujan

DO AMOR

O amor, amadurecido, se eleva do sentimento para se tornar um princípio ético. Assim, é possível que eu seja amável com alguém que nem conheço; que não amo. Eu passo a amar não por amor à pessoa, mas pelo amor em si mesmo.

Grandeza é não diminuir o outro, nunca; muito menos para parecer maior. Quem o faz, além de provar a sua óbvia pequeneza, prova, ainda, que se sente inferior àquele que diminui.

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VIDA É CURTA, MAS LONGA O BASTANTE

A vida é um sopro. Uma brisa suave, que passa mais rápido do que eu gostaria.

É suficientemente longa, contudo, para criar memórias. A vida vale à pena, para mim, porque me enche de lembranças.

A verdade é que nada é permanente. No viver, nada é definitivo.

Há uma imprevisibilidade dentro da vida, que permanece um ponto de insegurança. Eu gostaria de ter mais respostas, mais certezas. Entretanto, tenho que lidar com precariedades e transitoriedades, dentro e fora de mim.

Não posso controlar tudo o que acontece. Não posso controlar tudo o que me acontece. De fato, não tenho quase nenhum controle sobre nada. A única coisa que posso controlar é a minha atitude ou, pelo menos, tentar. Só posso controlar a forma como enfrentarei a vida.

Eu suspeito que, quando há amor suficiente em nós, adotamos uma atitude amável – ainda que as circunstâncias sejam doloridas. O amor, como o sinto, é capaz de gerar sentido ao caos. Ele é uma força proativa, que oferece sem pedir nada em troca.

Assim, quando me faltam motivos, se tiver reunido amor suficiente, ele me oferecerá as razões. O amor é a força que move o próximo passo. É assim, pelo menos, em minha experiência.

É aqui que a vida se mostra com toda a sua beleza, porque é fonte de memória – e é dessa fonte, na maioria das vezes, que bebo do amor. A vida me hidrata na medida em que me entrega lembranças. É assim que me mantém forte, para enfrentar os dias ruins.

Cabe, a mim, criar significados para as circunstâncias que vivo. Significar e ressignificar. Com amor, com paciência, com esperança e com fé. Cabe a mim viver uma vida digna de boas lembranças, que sirva de inspiração para quem eu amo, para os encher do meu amor. Para que quando lhe faltarem motivos, eu possa lhes oferecer uma razão.

Porque esse é o convite, no final das contas: viver de forma grande o suficiente para deixar memórias que façam os outros sorrirem, confiarem e seguirem em frente.

Cada vida vale a saudade que deixa.

A arrogância é uma máscara que supõe superioridade, usada como recurso estético por quem se sente inseguro com sua própria aparência. Por mais confiante que se manifeste, é sempre um sintoma de inferioridade.

Para não viver em vão, é preciso observar a vida pela perspectiva da morte. O fim ajuda a entender melhor o valor daquilo que o tempo nos furtará.

Lucas Lujan
vilabadulaques.blogspot.com.br
https://www.facebook.com/lucasmeirelleslujan
lucas lujan

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