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Pensamentos Aleatórios #91

Mediar conflitos é desafiador e, muitas vezes, implica em sofrer danos. É como alguém que tenta apartar uma briga, mas sempre acaba sobrando um golpe de raspão. Mas, há também aqueles que preferem colocar lenha na fogueira, por gostarem de ver sangue, por terem prazer em ver as pessoas se prejudicando. Para estes, quanto pior, melhor; quanto mais confusão, mais divertido; quanto mais faíscas relacionais, mais interessante de acompanhar. Cada um de nós precisamos escolher o que pretendemos ser: pacificadores ou semeadores de guerra.

O professor, sempre que necessário, deve se colocar no lugar do estudante e, nesse processo, atuar como se fosse um colega seu, que fala de igual pra igual, que se flexiona pra sentir como ele se sente, levando em consideração as suas limitações de conhecimento, de experiência e as demandas próprias da fase que estão na vida. Mas, o professor não pode se esquecer de quem ele é, de que nível de maturidade emocional se espera dele frente a imaturidade de seus alunos, não pode abrir mão da postura que determina certos limites relacionais que mantém a saúde da relação educando-educador. É possível e imprescindível visitar outros universos por meio da empatia, porém é igualmente importante não nos afastarmos da realidade do universo que nos pertence, ou seja, a consciência que adquirimos com a experiência, senão acabamos nos infantilizando.

Onde há problemas a serem enfrentados, há também pessoas transferindo responsabilidades, pessoas fugindo e fingindo não perceberem, pessoas subestimando o poder destrutivo de tais problemas e há aquelas que estão dispostas a encarar, lutar, buscar soluções criativas e a pôr a mão na massa até ver tudo resolvido. Varrer os problemas para debaixo do tapete não os resolverão, ignorá-los e permitir que se alojem confortavelmente em nossas vidas também não. É preciso admiti-los (eles existem), entender suas nuances (em que extensão podem prejudicar), captar sua urgência (avaliar quanto tempo há até que os seus primeiros efeitos apareçam),averiguar as ferramentas disponíveis para solucioná-los (o que tenho nas mãos para atenuar ou erradicar o problema), usá-las! A gente chega à conclusão que só gente corajosa resolvem problemas!

Não ouça ninguém sem critérios. Por mais amizade que haja, por mais concordâncias que hajam, por mais identificação que tenha e por mais que hajam experiências vividas um com o outro, não entregue sua mente a ninguém. Sua capacidade de analisar, julgar e criar suas próprias sínteses não pode ser transferível, negociável ou manipulável. Mesmo as pessoas mais honestas podem estar equivocadas em seus pensamentos e avaliações. Não há ninguém infalível, irretocável ou que não precise amadurecer em algum aspecto da vida. Ouça tudo e todos, esteja aberto à semelhanças e diferenças de pensamento, mas acima de tudo pense, repense, pese, filtre, questione e não se deixe conduzir por pura preguiça de efetuar o labor intelectual que a vida demanda de cada um de nós.

Uma relação humana pautada no amor é, antes de tudo, dotada de bom senso, equilíbrio e capacidade de respeitar o outro em suas decisões. Obsessão, sentimento de posse, violência e manipulação não são frutos do amor. O amor não torna o outro um ídolo, um ente irretocável, um deus, pois o amor leva em consideração sua humanidade, suas fragilidades e os aspectos que o outro precisa superar. O amor não nos faz defender o outro quando ele está errado, pelo contrário, o amor tem compromisso com a verdade, por mais dolorida que essa verdade seja. Nesse sentido, quem ama corrige e não é conivente com o mal praticado pelo ente amado. O amor de um casal está vinculado ao desejo de que ambos cresçam, amadureçam, sejam justos, fiéis e felizes nessa relação. O amor não escraviza, liberta.

O professor, sempre que necessário, deve se colocar no lugar do estudante e, nesse processo, atuar como se fosse um colega seu, que fala de igual pra igual, que se flexiona pra sentir como ele se sente, levando em consideração as suas limitações de conhecimento, de experiência e as demandas próprias da fase que estão na vida. Mas, o professor não pode se esquecer de quem ele é, de que nível de maturidade emocional se espera dele frente a imaturidade de seus alunos, não pode abrir mão da postura que determina certos limites relacionais que mantém a saúde da relação educando-educador. É possível e imprescindível visitar outros universos por meio da empatia, porém é igualmente importante não nos afastarmos da realidade do universo que nos pertence, ou seja, a consciência que adquirimos com a experiência, senão acabamos nos infantilizando.

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz

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