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Estalos de Leitura #26 – Rafael de Campos

Quando de uma passada do olhar racional pela história e linha divisória da fase inicial da modernidade para a atualidade, é possível observar que, cientificamente, a humanidade está produzindo (criando e recriando de forma compulsória) tudo aquilo que antes julgava ser direito exclusivo e determinante do agir divino.
Blasfêmia? Não vejo assim. Historiadores também não. A questão é se a humanidade tem responsabilidade suficiente para lidar com tão grande poder.

Tão bonito e prazeroso é encontrar alguém que busca ser forjada (modelada, enrijecida, temperada e engendrada) para tornar-se um ser humano melhor nessa geração. Não falta a tal o questionar-se, o revisar-se, o modificar-se. Pessoas que se entendem em um perpétuo fazer-se – ao contrário do que pensam os moralistas de plantão – são infinitamente mais abertas a todas as questões que a sociedade impugna e, de forma retrógrada, trata a ferro e fogo. Como é bom abandonar-se e retomar-se ; participar desse coletivo que existe em “busca de”.

O relativismo é, praticamente, uma ciência. Sua maior veracidade – isto é, o fato e não apenas suspeitas – se prova quando da modernidade se avista e se forma um ser humano liberto dos grilhões da finitude que o limitavam em sua cognição. O humano se desprendeu do geométrico, saltou aos dispositivos algébricos, e tornou-se cidadão e cidadã da terra tanto quanto agora é um ser universal.

Obs. O que tem a ver o relativismo com tudo isso? Pense? Inicie definindo o conceito em Einstein mas, anteriormente, na ciência de Galileu e Newton.

Parafraseando Kierkegaard: nos falta verdadeiras e grandes paixões nesses “tempos” mesquinhos.

Um dos principais erros da filosofia cartesiana é ter como ponto de partida o “eu penso”/”cogito” intrinsecamente distanciado do “nós pensamos”. Não dar ouvidos à pluralidade de vozes e inúmeros pontos ‘arquimedianos’, de certa forma, contribuiu como axial à alienação da condição humana para a não possibilidade das relações com o “outro”, e a solidão tão crescente em nossos tempos!

Rafael de Campos
elfaracampos@hotmail.com
Rafael de Campos

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