Kierkegaard fará uma afirmação questionadora em sua “As Obras do Amor”, que se resume assim: a religião ocidental preza por um deus de amor mas, sendo Jesus a própria encarnação do amor, estabelecido no mundo, esse mundo que não suporta o amor o crucificou. Teria sido ele crucificado caso não fosse amor?

E caminhamos para o “progresso” – isto é, melhor dizendo, para a “decadência” ou “degenerescência”, como definia Nietzsche em sua filosofia do martelo.

“O sentimento fundamental da liberdade é liberdade dos grilhões”. Isaiah Berlin

“[…] quanto mais absoluto for o governante, mais absoluta será a revolução que vem a substituí-lo”. Hannah Arendt

Política não é associação (koinōnia, gr.) de iguais – como tem propagado a base do governo atual. Política é feita de pessoas diferentes e desiguais – o que manifesta a individualidade em meio a pluralidade. A unificação ou associação como forma política, é antipolítica; portanto, oposto a política, a diversidade, a pluralidade e a identidade.

O orgulho é indispensável à condição humana. É, também, meio de transcender em grandeza aquilo que o Ser faz e produz. No entanto, “só os vulgares consentirão em derivar seu orgulho do que fizeram” – se tornarão “escravos e prisioneiros de si mesmo”. Estalos de leitura em Hannah Arendt, in: A Condição Humana.

“[…] sem o espaço da aparência e sem a confiança na ação e no discurso como uma forma de convivência, é impossível estabelecer inequivocamente a realidade do si-mesmo próprio, da própria identidade, ou a realidade do mundo circundante.” Hannah Arendt, in: A Condição Humana, p. 258.

Rafael de Campos
elfaracampos@hotmail.com
Rafael de Campos

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