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Estalos de Leitura #23 – Rafael de Campos

É possível apreender de Aristóteles, no fim de sua ética a Nicômaco, que assim como uma mãe ama seus filhos porque os teve, assim também é o amor/afeto do poeta por sua obra produzida.
RCampos…
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“Talvez esse sentimento se encontre principalmente entre os poetas, que possuem uma afeição excessiva por suas próprias produções e as acariciam como a seus filhos.”
Aristóteles, [1168a]

“Arriscar-se é perder o equilíbrio por um tempo. Mas não arriscar-se é perder-se a si mesmo para sempre.” 💭 Soren Kierkegaard

É no amor que somos realmente nós mesmos. Tudo que em nós tem alguma significação é, em sua origem, amor” *karl Jaspers

“O mundo se abre diferente para cada homem, de acordo com a posição que ocupa nele […] o mesmo mundo se abre para todos e que a despeito de todas as diferenças entre os homens e suas posições de mundo, tanto você quanto eu somos humanos.” Hannah Arendt — ‘Filosofia e Política’, in: “A Dignidade da Política”, pp. 96-97.
#reposted

Sobre DEPRESSÃO: Somos uma geração em que a depressão está em seu cerne, segundo o ‘The Times’. Ou seja, é uma doença que assola os tempos atuais mais do que o câncer e a aids. Baseado nesta informação, apenas, deveríamos ter um senso de responsabilidade e cuidado – ao menos – com alguém próximo que possa estar dando indícios: seja de tristeza, a baixa alta estima, crises de choro e/ou até palavras de desesperança etc. Desfocar, por um tempo que for, do “eu” e focar a atenção no “outro”. Uma pequena definição de depressão que nos oferece uma visão ampla da doença é, segundo Solomon e a psiquiatria americana: “a depressão é a imperfeição no amor”… “um mecanismo de desespero”… “que destrói o individuo e finalmente ofusca sua capacidade de dar ou receber afeição”. Mas há esperança para tal escuridão: a comunidade do ‘nós’.
Sejamos agentes de esperança; sejamos comunidade afetiva; sejamos agentes de compaixão.

Ao olhar no espelho temos a revelação quase que palpável de quem somos realmente – embora insistimos num imaginário que nos apropriamos de quem achamos ser. O real olhar do que somos sempre mostrará a quantidade de ‘personae’ que acumulamos ao longo dos muitos anos vividos; das ‘personae’ forjadas pelas dores e alegrias que experimentamos nas estórias que vivenciamos na conjunção da história. Chega um momento em que encarar o espelho da realidade é dissipar o imaginário estabelecido pelas ausências que a instituíram.

É pouco, uma vida apenas, pra toda gente que se ama e quer amar.

Rafael de Campos
elfaracampos@hotmail.com
Rafael de Campos

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