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Amor de Pai

Chamar Deus de Pai é muita intimidade para nós, meros mortais pecadores. Deus, o Altíssimo precisa ser tratado com reverência, precisa ser temido, exaltado, singularizado em relação à sua criatura; ele não pode se submeter a muita mistura, devemos reservar os melhores adjetivos para expressar sua magnitude, não dá pra reduzir tanto a divindade, é impensável ter a petulância de usar uma expressão tão comum a nós, do reino dos homens àquele que vive eternamente.

Mas, eis que lemos:

Homens: – Jesus, poderia, por gentileza, nos ensinar a orar?
Jesus: – Quando forem orar, digam “Pai Nosso…”.
Homens: – Quê? Tem certeza? Podemos mesmo?
Jesus: – Não chamo vocês de escravos, pois o escravo não fica por dentro do que faz o seu senhor. Por isso, tenho chamado vocês de amigos, pois tudo quanto meu Pai me revelou, tenho tornado conhecido a vocês.

A primeira coisa que aprendemos sobre o amor de pai é que ele nos aproxima de si. Apesar do pai estar muito a frente de seu filho (em todos os aspectos), seu amor o faz chamar seus filhos a uma jornada de união, amor e comprometimento profundo. Isso explica as inumeráveis vezes que Deus disse aos homens que estaria por perto ainda que nos sentíssemos sozinhos.

A segunda coisa que percebemos é que o “Pai” é “Nosso”, e portanto, o amor do pai é inclusivo, abrangente, não egoísta, não limitado, não exclusivo. Não tem essa de querer ser filho favorito ou de desprezar o irmão por ele possuir características diferentes que as nossas. No coração do pai há amor pra todo mundo, há atenção pra todo mundo, há alegria na coletividade, somos membros uns dos outros, não há motivos para a inveja que motivou Caim a matar Abel.

A terceira coisa que aprendemos é que o amor do pai é incompatível com a tirania de alguém que é incompreensível, caprichoso e mesquinho nas suas avaliações. Muitos religiosos vendem uma imagem acerca de Deus que mais se parece com o diabo, tamanha falta de empatia, misericórdia e amor. Daí vem a visão de que um Deus sádico, que lida com lógicas de “causa e efeito” o tempo todo, trazendo punição e esterilização a todo aquele que erra na jornada. Esse deus é segundo a imagem e semelhança de seus líderes, de seus anunciadores, mas não é assim o Pai apresentado por Jesus.

O amor do Pai revelado em Jesus é esse que faz Jesus se aproximar de uma mulher que já teve muitos maridos e mesmo assim tratá-la com dignidade. É esse que deu ao desprezado povo samaritano lugar de honra em seus ensinos, que elogiou uma pecadora por seu coração profundamente sensível o ungindo para o sepultamento, que entrou na casa de publicanos, conversou com estrangeiros, trouxe as crianças pro meio da roda, tocou em “impuros” como se nada fossem, parou itinerário para atender doentes invalidados socialmente e anunciou um Reino que não é feito de aparências nem de exterioridades religiosas, mas de gente cujo coração Deus conhece e os salva segundo a sua bondade e graça.

Ai de mim se colocar empecilhos ao amor do Pai.

A mim cabe provar desse amor, estender esse amor a todo e qualquer ser humano que cruze meu caminho e a viver esse amor com o máximo de intensidade possível.

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz

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