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Bíblia Toda em 1 Ano – Dia 15/05 – Jó 7-9 – NVI

Jó 7

“Não é pesado o labor do homem na terra? Seus dias não são como os de um assalariado?
Como o escravo que anseia pelas sombras do entardecer, ou como o assalariado que espera ansioso pelo pagamento,
assim me deram meses de ilusão, e noites de desgraça me foram destinadas.
Quando me deito, fico pensando: ‘Quanto vai demorar para eu me levantar? ’ A noite se arrasta, e eu fico me virando na cama até o amanhecer.
Meu corpo está coberto de vermes e cascas de ferida, minha pele está rachada e vertendo pus.
“Meus dias correm mais depressa que a lançadeira do tecelão, e chegam ao fim sem nenhuma esperança.
Lembra-te, ó Deus, de que a minha vida não passa de um sopro; meus olhos jamais tornarão a ver a felicidade.
Os que agora me vêem, nunca mais me verão; puseste o teu olhar em mim, e já não existo.
Assim como a nuvem esvai-se e desaparece, assim quem desce à sepultura não volta.
Nunca mais voltará ao seu lar; a sua habitação não mais o conhecerá.
“Por isso não me calo; na aflição do meu espírito me desabafarei, na amargura da minha alma farei as minhas queixas.
Sou eu o mar, ou o monstro das profundezas, para que me ponhas sob guarda?
Quando penso que a minha cama me consolará e que o meu leito aliviará a minha queixa,
mesmo aí me assustas com sonhos e me aterrorizas com visões.
Prefiro ser estrangulado e morrer do que sofrer assim;
sinto desprezo pela minha vida! Não vou viver para sempre; deixa-me, pois os meus dias não têm sentido.
“Que é o homem, para que lhe dês importância e atenção,
para que o examines a cada manhã e o proves a cada instante?
Nunca desviarás de mim o teu olhar? Nunca me deixarás a sós, nem por um instante?
Se pequei, que mal te causei, ó tu que vigias os homens? Por que me tornaste teu alvo? Acaso tornei-me um fardo para ti?
Por que não perdoas as minhas ofensas e não apagas os meus pecados? Pois logo me deitarei no pó; tu me procurarás, mas eu já não existirei”.

Jó 7:1-21

Jó 8

Então Bildade, de Suá, respondeu:
“Até quando você vai falar desse modo? Suas palavras são um grande vendaval!
Acaso Deus torce a justiça? Será que o Todo-poderoso torce o que é direito?
Quando os seus filhos pecaram contra ele, ele os castigou pelo mal que fizeram.
Mas, se você procurar a Deus e implorar junto ao Todo-poderoso,
se você for íntegro e puro, ele se levantará agora mesmo em seu favor e o restabelecerá no lugar que por justiça cabe a você.
O seu começo parecerá modesto, mas o seu futuro será de grande prosperidade.
“Pergunte às gerações anteriores e veja o que os seus pais aprenderam,
pois nós nascemos ontem e não sabemos nada. Nossos dias na terra não passam de uma sombra.
Acaso eles não o instruirão, não lhe falarão? Não proferirão palavras vindas do entendimento?
Poderá o papiro crescer senão no pântano? Sem água cresce o junco?
Mal cresce e, antes de ser colhido, seca-se, mais depressa que qualquer grama.
Esse é o destino de todo o que se esquece de Deus; assim perece a esperança dos ímpios.
Aquilo em que ele confia é frágil, aquilo em que se apóia é uma teia de aranha.
Encosta-se em sua teia, mas ela cede; agarra-se a ela, mas ela não agüenta.
Ele é como uma planta bem regada ao brilho do sol, espalhando seus brotos pelo jardim;
entrelaça as raízes em torno de um monte de pedras e procura um lugar entre as rochas.
Mas, quando é arrancada do seu lugar, este o rejeita e diz: ‘Nunca o vi’.
Esse é o fim da sua vida, e do solo brotam outras plantas.
“Pois o certo é que Deus não rejeita o íntegro, e não fortalece as mãos dos que fazem o mal.
Mas, quanto a você, ele encherá de riso a sua boca e de brados de alegria os seus lábios.
Seus inimigos se vestirão de vergonha, e as tendas dos ímpios não mais existirão”.

Jó 8:1-22

Jó 9

Então Jó respondeu:
“Bem sei que isso é verdade. Mas como pode o mortal ser justo diante de Deus?
Ainda que quisesse discutir com ele, não conseguiria argumentar nem uma vez em mil.
Sua sabedoria é profunda, seu poder é imenso. Quem tentou resisti-lo e saiu ileso?
Ele transporta montanhas sem que elas o saibam, e em sua ira as põe de cabeça para baixo.
Sacode a terra e a tira do lugar, e faz suas colunas tremerem.
Fala com o sol, e ele não brilha; ele veda e esconde a luz das estrelas.
Só ele estende os céus e anda sobre as ondas do mar.
Ele é o Criador da Ursa e do Órion, das Plêiades e das constelações do sul.
Realiza maravilhas que não se podem perscrutar, milagres incontáveis.
Quando passa por mim, não posso vê-lo; se passa junto de mim, não o percebo.
Se ele apanha algo, quem pode pará-lo? Quem pode dizer-lhe: ‘O que fazes? ’
Deus não refreia a sua ira; até o séquito de Raabe encolheu-se diante dos seus pés.
“Como então poderei eu discutir com ele? Como achar palavras para com ele argumentar?
Embora inocente, eu seria incapaz de responder-lhe; poderia apenas implorar misericórdia ao meu Juiz.
Mesmo que eu o chamasse e ele me respondesse, não creio que me daria ouvidos.
Ele me esmagaria com uma tempestade e sem motivo multiplicaria minhas feridas.
Não me permitiria recuperar o fôlego, mas me engolfaria em agruras.
Se é questão de força, ele é poderoso! E se é questão de justiça, quem o intimará?
Mesmo sendo eu inocente, minha boca me condenaria; se eu fosse íntegro, ela me declararia culpado.
“Conquanto eu seja íntegro, já não me importo comigo; desprezo a minha própria vida.
É tudo a mesma coisa; por isso digo: Ele destrói tanto o íntegro como o ímpio.
Quando um flagelo causa morte repentina, ele zomba do desespero dos inocentes.
Quando um país cai nas mãos dos ímpios, ele venda os olhos de seus juízes. Se não é ele, quem é então? ”
“Meus dias correm mais velozes que um atleta; eles voam sem um vislumbre de alegria.
Passam como barcos de papiro, como águias que mergulham sobre as presas.
Se eu disser: Vou esquecer a minha queixa, vou mudar o meu semblante e sorrir,
ainda assim me apavoro com todos os meus sofrimentos, pois sei que não me considerarás inocente.
Uma vez que já fui considerado culpado, por que deveria eu lutar em vão?
Mesmo que eu me lavasse com sabão e limpasse as minhas mãos com soda de lavadeira,
tu me atirarias num poço de lodo, para que até as minhas roupas me detestassem.
“Ele não é homem como eu, para que eu lhe responda, e nos enfrentemos em juízo.
Se tão-somente houvesse alguém para servir de árbitro entre nós, para impor as mãos sobre nós dois,
alguém que afastasse de mim a vara de Deus, para que o seu terror não mais me assustasse!
Então eu falaria sem medo; mas não é esse o caso.

Jó 9:1-35

Leitura feita por Rodrigo Campos, da Bíblia na Nova Versão Internacional

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Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz

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