A racionalização é o nosso meio de permanecer a salvo da verdade, e sua ferramenta mais engenhosa é a familiaridade. Jesus, que era malandro o bastante para saber quanto somos malandros, deixou patente não ignorar a existência desses mecanismos.

A paixão com que os cristãos defendem seus pontos de vista uns contra os outros, revela com precisão a extensão de sua ortodoxolatria. Jesus é muito bonzinho e tal – mas só a ortodoxia salva, e ninguém vem a Jesus se não for por ela.

Poucas coisas, desde o inicio, caracterizaram mais a pregação cristã que um selvagem desapego a riquezas e outras distrações palpáveis. “Não ajuntem tesouros na terra”, recomendava a análise econômica de Jesus…

“Os sãos não precisam de médico”… também quer dizer que as partes de nós que creem não precisar de intervenções ou agem como se não precisassem, estão irremediavelmente perdidas.

E por igreja Bonhoeffer quer dizer a comunidade da graça, a reunião informal e universal dos que se sentem ao mesmo tempo infinitamente seguros e infinitamente desafiados pela incessante credencial divina.

Essas pílulas foram extraídas do livro “Bacia das Almas”, editora Mundo Cristão.

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