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Estalos de Leitura #18 – Rafael de Campos

O primado da filosofia sempre será a constância de uma relação amiga com a sabedoria – uma relação de intrinsidade; isto é, exclusivo do ser. A obviedade dessa relação ‘pupula’, traz brilho aos afetos e a toda esfera humana conclamando-a às relações de interconectividade entre os saberes existentes. A filosofia, longe do jogo ideológico, quer lógica entre ideias e ideais; ela requer do filósofo o estudo de todas as coisas, das causas humanas e divinas das coisas, do bom raciocínio e por ai vai. Adquirir sabedoria é uma constante viagem amiga com a realidade das coisas: sejam elas reais ou fantásticas, mas devendo ser sempre racional (método).

A doença psicossomática do representante da nação reflete na sua ação e descompensação, evidenciada nos discursos contra a ideologia comunista e na pretensão de imposição de uma nova ideologia livre de ideologias – o que parece uma piada de circo. Atacar universidades e escolas da nação na representatividade dos professores e intelectuais criadores de métodos, discursar sobre não haver pesquisas relevantes sendo feitas, entre outros, é uma ‘facada’ no patrimônio intelectual desse país. A Educação, se assim a nação continuar permitindo, afundará como Brumadinho afundou nas lamas da ignorância e irresponsabilidade.

Fico a pensar, obviamente com pensadores que já são suporte no assunto, como Dani Rodrik, Gilles Lipovetsky, André Comte-Sponville, Siri Hustvedt, John Gray, Chantal Mouffe e outros, de modos diferentes, sobre a hegemonia global da economia sem uma hegemonia global de um governo político. Pois, segundo tais autores, uma economia global neoliberal só pode se sustentar a partir de um governo global. Se isso não ocorrer, como já preveem, teremos que descartar a Democracia. O que colocaremos no lugar? Um governo político aos moldes neoliberal? Reflita sobre isso. Veja os ônus disso tudo!

A crença, enquanto produto humano, deve ser sempre para essa vida (a vida atual do ser humano), mesmo que nos falte fé na vida. Crer em uma outra vida, a tal eterna, filosoficamente falando, é produto daqueles que viram que as ações na pólis grega não eram imortais e, portanto, precisaram fugir da responsabilidade para com esse mundo. Legitimaram poderes temporais mas santificaram uma outra vida, que não essa. Platão e a parábola da Caverna é prova disso, mas isso é outra conversa.
Lutar por essa vida é a única coisa que podemos porque é dela que fomos gerados. A imortalidade de um homem ou uma mulher se dá pelo quanto ela agiu em prol da dignidade do humano; enquanto os outros seres humanos, preocupados com a eternidade ou os prazeres morrem apenas como todo animal mortal. Heráclito disse que a imortalidade do homem mortal está nas suas ações. Portanto, agir é o que temos, o que somos e o que podemos. *estalos de leitura in: A Condição Humana

texto rafa

O caminho de uma sociedade ou governo que busca a barbárie como antítese e extremo do que está posto é: 1) ou fanatismo, seja ele religioso ou político; 2) ou seu contrário, a irreligião. O fanatismo é cheio de fé, certezas, entusiasmos e dogmatismo. A irreligião, num sentido niilista, também triunfante, não tem programa, nem projeto e diz não ter ideologia – porque é sempre oco, vazio de tudo. Em sintonia, ambas despencam na ladeira da violência, do egoísmo e da incultura. Buscar o meio termo entre o fanatismo e o niilismo é uma árdua trilha para um governante ou uma sociedade que deseja percorrer vias de fidelidade, de religação/releitura e amor por sua nação. Sabemos que o contrário da barbárie é a civilização e toda sua carga ‘hereditária’ e histórica que o termo carrega de valores e leis.

Se em você há fé, religião, crença mas não há amor, minha sugestão é: troque de fé, de cristo, de crença e de religião. Uma fé que não atua em amor não vale as pretensões de nenhuma fé, livro sagrado e/ou religião; sem amor nada vale, nem seu cristo!

Rafael de Campos
elfaracampos@hotmail.com
Rafael de Campos

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