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Bíblia Toda em 1 Ano – Dia 16/03 – 1 Samuel 13-15 – NVI

1 Samuel 13

Saul tinha trinta anos de idade quando começou a reinar, e reinou sobre Israel quarenta e dois anos.
Saul escolheu três mil homens de Israel; dois mil ficaram com ele em Micmás e nos montes de Betel, e mil ficaram com Jônatas em Gibeá de Benjamim. O restante dos homens ele mandou de volta para suas tendas.
Jônatas atacou os destacamentos dos filisteus em Gibeá, e os filisteus foram informados disso. Então Saul mandou tocar a trombeta por todo o país dizendo: “Que os hebreus fiquem sabendo disto! ”
E todo Israel ouviu a notícia de que Saul tinha atacado o destacamento dos filisteus atraindo o ódio dos filisteus sobre Israel. Então os homens foram convocados para se unirem a Saul em Gilgal.
Os filisteus reuniram-se para lutar contra Israel, com três mil carros de guerra, seis mil condutores de carros e tantos soldados quanto a areia da praia. Eles foram a Micmás, a leste de Bete-Áven e lá acamparam.
Quando os soldados de Israel viram que a situação era difícil e que seu exército estava sendo muito pressionado, esconderam-se em cavernas e buracos, entre as rochas e em poços e cisternas.
Alguns hebreus até atravessaram o Jordão para chegar à terra de Gade e de Gileade. Saul ficou em Gilgal, e os soldados que estavam com ele tremiam de medo.
Ele esperou sete dias, o prazo estabelecido por Samuel; mas este não chegou a Gilgal, e os soldados de Saul começaram a se dispersar.
Então ele ordenou: “Tragam-me o holocausto e os sacrifícios de comunhão”. Saul ofereceu então o holocausto,
e quando ele terminou de oferecê-lo, Samuel chegou, e Saul foi saudá-lo.
E perguntou-lhe Samuel: “O que você fez? ” Saul respondeu: “Quando vi que os soldados estavam se dispersando e que você não tinha chegado no prazo estabelecido e que os filisteus estavam reunidos em Micmás,
pensei: ‘Agora, os filisteus me atacarão em Gilgal, e eu não busquei o Senhor’. Por isso senti-me obrigado a oferecer o holocausto”.
Disse Samuel: “Você agiu como tolo, desobedecendo ao mandamento que o Senhor seu Deus lhe deu; se você tivesse obedecido, ele teria estabelecido para sempre o seu reinado sobre Israel.
Mas agora seu reinado não permanecerá; o Senhor procurou um homem segundo o seu coração e o designou líder de seu povo, pois você não obedeceu ao mandamento do Senhor”.
Então Samuel partiu de Gilgal e foi a Gibeá de Benjamim, e Saul contou soldados que estavam com ele. Eram cerca de seiscentos.
Saul e seu filho Jônatas, acompanhados de seus soldados, ficaram em Gibeá de Benjamim, enquanto os filisteus estavam acampados em Micmás.
Uma tropa de ataque saiu do acampamento filisteu em três divisões. Uma foi em direção a Ofra, nos arredores de Sual,
outra para Bete-Horom, e a terceira para a região fronteiriça de onde se avista o vale de Zeboim, diante do deserto.
Naquela época não havia nem mesmo um único ferreiro em toda a terra de Israel, pois os filisteus não queriam que os hebreus fizessem espadas e lanças.
Assim, eles tinham que ir aos filisteus para afiar seus arados, enxadas, machados e foices.
O preço para afiar rastelos e enxadas era oito gramas de prata, e quatro gramas de prata para afiar tridentes, machados e pontas de aguilhadas.
Por isso no dia da batalha nenhum soldado de Saul e Jônatas tinha espada ou lança nas mãos, exceto o próprio Saul e seu filho Jônatas.
Aconteceu que um destacamento filisteu foi para o desfiladeiro de Micmás.

1 Samuel 13:1-23

1 Samuel 14

Certo dia, Jônatas, filho de Saul, disse ao seu jovem escudeiro: “Vamos ao destacamento filisteu, do outro lado”. Ele, porém, não contou isto a seu pai.
Saul estava sentado debaixo de uma romãzeira na fronteira de Gibeá, em Migrom. Com ele estavam uns seiscentos soldados,
entre os quais Aías, que levava o colete sacerdotal. Ele era filho de Aitube, irmão de Icabode, filho de Finéias e neto de Eli, o sacerdote do Senhor em Siló. Ninguém sabia que Jônatas havia saído.
Em cada lado do desfiladeiro que Jônatas pretendia atravessar para chegar ao destacamento filisteu, havia um penhasco íngreme; um se chamava Bozez; o outro, Sené.
Havia um penhasco ao norte, na direção de Micmás, e outro ao sul, na direção de Geba.
E Jônatas disse a seu escudeiro: “Vamos ao destacamento daqueles incircuncisos. Talvez o Senhor aja em nosso favor, pois nada pode impedir o Senhor de salvar, seja com muitos ou com poucos”.
Disse seu escudeiro: “Faze tudo o que tiveres em mente; eu irei contigo”.
Jônatas disse: “Venha, vamos atravessar na direção dos soldados e deixaremos que nos avistem.
Se nos disserem: ‘Esperem aí até que cheguemos perto’, ficaremos onde estivermos e não avançaremos.
Mas, se disserem: ‘Subam até aqui’, subiremos, pois este será um sinal para nós de que o Senhor os entregou em nossas mãos”.
Então os dois se deixaram ver pelo destacamento dos filisteus, que disseram: “Vejam, os hebreus estão saindo dos buracos onde estavam escondidos”.
E gritaram para Jônatas e seu escudeiro: “Subam até aqui e lhes daremos uma lição”. Diante disso, Jônatas disse a seu escudeiro: “Siga-me; o Senhor os entregou nas mãos de Israel”.
Jônatas escalou, usando as mãos e os pés, e o escudeiro foi logo atrás. Jônatas começou a derrubá-los, e seu escudeiro, logo atrás dele, os matava.
Naquele primeiro ataque, Jônatas e seu escudeiro mataram cerca de vinte homens numa pequena área de terra.
Então caiu terror sobre todo o exército, tanto sobre os que estavam no acampamento e no campo, como sobre os que estavam nos destacamentos e até mesmo nas tropas de ataque. O chão tremeu e houve um pânico terrível.
As sentinelas de Saul em Gibeá de Benjamim viram o exército filisteu se dispersando, correndo em todas as direções.
Então Saul disse aos seus soldados: “Contem os soldados e vejam quem está faltando”. Quando o fizeram, viram que Jônatas e seu escudeiro não estavam presentes.
Saul ordenou a Aías: “Traga a arca de Deus”. Naquele tempo ela estava com os israelitas.
Enquanto Saul falava com o sacerdote, o tumulto no acampamento filisteu ia crescendo cada vez mais. Então Saul disse ao sacerdote: “Não precisa trazer a arca”.
Então Saul e todos os soldados se reuniram e foram para a batalha. Encontraram os filisteus em total confusão, ferindo uns aos outros com suas espadas.
Alguns hebreus que antes estavam do lado dos filisteus e que com eles tinham ido ao acampamento filisteu, passaram para o lado dos israelitas que estavam com Saul e Jônatas.
Quando todos os israelitas que haviam se escondido nos montes de Efraim ouviram que os filisteus batiam em retirada, também entraram na batalha, perseguindo-os.
Assim o Senhor concedeu vitória a Israel naquele dia, e a batalha se espalhou para além de Bete-Áven.
Os homens de Israel estavam exaustos naquele dia, pois Saul havia lhes imposto um juramento, dizendo: “Maldito seja todo o que comer antes do anoitecer, antes que eu tenha me vingado de meus inimigos! ” Por isso ninguém tinha comido nada.
O exército inteiro entrou num bosque, onde havia mel no chão.
Eles viram o mel escorrendo, contudo ninguém comeu pois temiam o juramento.
Jônatas, porém, não sabia do juramento que seu pai havia imposto ao exército de modo que estendeu a ponta da vara que tinha na mão e a molhou no favo de mel. Quando comeu seus olhos brilharam.
Então um dos soldados lhe disse: “Seu pai impôs ao exército um juramento severo, dizendo: ‘Maldito seja todo o que comer hoje! ’ Por isso os homens estão exaustos”.
Jônatas disse: “Meu pai trouxe desgraça para nós. Veja como meus olhos brilham desde que provei um pouco deste mel.
Como teria sido bem melhor se os homens tivessem comido hoje um pouco do que tomaram dos seus inimigos. A matança de filisteus não teria sido ainda maior? ”
Naquele dia, depois de derrotarem os filisteus, desde Micmás até Aijalom, os israelitas estavam completamente exaustos.
Eles então se lançaram sobre os despojos e pegaram ovelhas, bois e bezerros, e mataram-nos ali mesmo e comeram a carne com o sangue.
E alguém disse a Saul: “Veja, os soldados estão pecando contra o Senhor, comendo carne com sangue”. Ele disse: “Vocês foram infiéis. Rolem uma grande pedra até aqui.
Saiam entre os soldados e digam-lhes: ‘Cada um traga a mim seu boi ou sua ovelha, abatam-nos e comam a carne aqui. Não pequem contra o Senhor comendo carne com sangue’ “. Assim, cada um levou seu boi naquela noite e ali os abateram.
Então, Saul edificou um altar para o Senhor; foi a primeira vez que fez isso.
Saul disse ainda: “Desçamos atrás dos filisteus, à noite, e os saqueemos até o amanhecer, e não deixemos vivo nem um só deles”. Eles responderam: “Faze o que achares melhor”. O sacerdote, porém, disse: “Consultemos aqui a Deus”.
Então Saul perguntou a Deus: “Devo perseguir os filisteus? Tu os entregarás nas mãos de Israel? ” Mas naquele dia Deus não lhe respondeu.
Disse então Saul: “Venham cá, todos vocês que são líderes do exército, e descubramos que pecado foi cometido hoje.
Juro pelo nome do Senhor, o libertador de Israel, mesmo que seja meu filho Jônatas, ele morrerá”. Mas ninguém disse uma só palavra.
Então disse Saul a todos os israelitas: “Fiquem vocês de um lado; eu e meu filho Jônatas ficaremos do outro”. E eles responderam: “Faze o que achares melhor”.
E Saul orou ao Senhor, ao Deus de Israel: “Dá-me a resposta certa”. A sorte caiu em Jônatas e Saul, e os soldados saíram livres.
Saul disse: “Tirem sortes entre mim e meu filho Jônatas”. E Jônatas foi indicado.
Então Saul disse a Jônatas: “Diga-me o que você fez”. E Jônatas lhe contou: “Eu provei um pouco de mel com a ponta de minha vara. Estou pronto para morrer”.
Saul disse: “Que Deus me castigue com todo rigor, caso você não morra, Jônatas! ”
Os soldados, porém, disseram a Saul: “Será que Jônatas, que trouxe esta grande libertação para Israel deve morrer? Nunca! Juramos pelo nome do Senhor, nem um só cabelo de sua cabeça cairá ao chão, pois ele fez isso hoje com o auxílio de Deus”. Então os homens resgataram Jônatas, e ele não foi morto.
E Saul parou de perseguir os filisteus, e eles voltaram para sua própria terra.
Quando Saul assumiu o reinado sobre Israel, lutou contra os seus inimigos em redor: moabitas, amonitas, edomitas, os reis de Zobá e os filisteus. Para qualquer lado que fosse, infligia-lhes castigo.
Lutou corajosamente e derrotou os amalequitas, libertando Israel das mãos daqueles que os saqueavam.
Os filhos de Saul foram Jônatas, Isvi e Malquisua. O nome de sua filha mais velha era Merabe, e o da mais nova era Mical.
Sua mulher chamava-se Ainoã e era filha de Aimaás. O nome do comandante do exército de Saul era Abner, filho de Ner, tio de Saul.
Quis, pai de Saul, e Ner, pai de Abner, eram filhos de Abiel.
Houve guerra acirrada contra os filisteus durante todo o reinado de Saul. Por isso sempre que Saul conhecia um homem forte e corajoso, alistava-o no seu exército.

1 Samuel 14:1-52

1 Samuel 15

Samuel disse a Saul: “Eu sou aquele a quem o Senhor enviou para ungi-lo como rei de Israel, o povo dele; por isso escute agora a mensagem do Senhor.
Assim diz o Senhor dos Exércitos: ‘Castigarei os amalequitas pelo que fizeram a Israel, atacando-os quando saíam do Egito.
Agora vão, ataquem os amalequitas e consagrem ao SENHOR para destruição tudo o que lhes pertence. Não os poupem; matem homens, mulheres, crianças, recém-nascidos, bois, ovelhas, camelos e jumentos’ “.
Então convocou Saul os homens e os reuniu em Telaim: duzentos mil soldados de infantaria e dez mil homens de Judá.
Saul foi à cidade de Amaleque e armou uma emboscada no vale.
Então disse aos queneus: “Retirem-se, saiam do meio dos amalequitas para que eu não os destrua junto com eles; pois vocês foram bondosos com os israelitas, quando eles estavam vindo do Egito”. Então os queneus saíram do meio dos amalequitas.
E Saul atacou os amalequitas por todo caminho desde Havilá até Sur, a leste do Egito.
Capturou vivo Agague, rei dos amalequitas, e exterminou o seu povo.
Mas Saul e o exército pouparam Agague e o melhor das ovelhas e dos bois, os bezerros gordos e os cordeiros. Pouparam tudo que era bom, mas a tudo que era desprezível e inútil destruíram por completo.
Então o Senhor falou a Samuel:
“Arrependo-me de ter constituído a Saul rei, pois ele me abandonou e não seguiu as minhas instruções”. Samuel ficou irado e clamou ao Senhor toda aquela noite.
De madrugada Samuel foi ao encontro de Saul, mas lhe disseram: “Saul foi para o Carmelo, onde ergueu um monumento em sua própria honra e depois foi para Gilgal”.
Quando Samuel o encontrou, Saul disse: “O Senhor o abençoe! Segui as instruções do Senhor”.
Samuel, porém, perguntou: “Então que balido de ovelhas é esse que ouço com meus próprios ouvidos? Que mugido de bois é esse que estou ouvindo? ”
Respondeu Saul: “Os soldados os trouxeram dos amalequitas; eles pouparam o melhor das ovelhas e dos bois para o sacrificarem ao Senhor seu Deus, mas destruímos totalmente o restante”.
Samuel disse a Saul: “Fique quieto! Eu lhe direi o que o Senhor me falou esta noite”. Respondeu Saul: “Diga-me”.
E Samuel disse: “Embora pequeno aos seus próprios olhos, você não se tornou o líder das tribos de Israel? O Senhor o ungiu como rei sobre Israel
e o enviou numa missão, ordenando: ‘Vá e destrua completamente aquele povo ímpio, os amalequitas; guerreie contra eles, até que os tenha eliminado’.
Por que você não obedeceu ao Senhor? Por que se lançou sobre os despojos e fez o que o Senhor reprova? ”
Disse Saul: “Mas eu obedeci ao Senhor! Cumpri a missão que o Senhor me designou. Trouxe Agague, o rei dos amalequitas, mas exterminei os amalequitas.
Os soldados tomaram ovelhas e bois do despojo, o melhor do que estava consagrado a Deus para destruição, a fim de os sacrificarem ao Senhor seu Deus, em Gilgal”.
Samuel, porém, respondeu: “Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros.
Pois a rebeldia é como o pecado da feitiçaria, e a arrogância como o mal da idolatria. Assim como você rejeitou a palavra do Senhor, ele o rejeitou como rei”.
“Pequei”, disse Saul. “Violei a ordem do Senhor e as instruções que você me deu. Tive medo dos soldados e lhes atendi.
Agora eu lhe imploro, perdoe o meu pecado e volte comigo, para que eu adore o Senhor”.
Samuel, contudo, lhe disse: “Não voltarei com você. Você rejeitou a palavra do Senhor, e o Senhor o rejeitou como rei de Israel! ”
Quando Samuel se virou para sair, Saul agarrou-se à barra do manto dele, e o manto se rasgou.
E Samuel lhe disse: “O Senhor rasgou de você, hoje, o reino de Israel, e o entregou a alguém que é melhor que você.
Aquele que é a Glória de Israel não mente nem se arrepende, pois não é homem para se arrepender”.
Saul repetiu: “Pequei. Agora, honra-me perante as autoridades do meu povo e perante Israel; volte comigo, para que eu possa adorar o Senhor seu Deus”.
E assim Samuel voltou com ele, e Saul adorou o Senhor.
Então Samuel disse: “Traga-me Agague, o rei dos amalequitas”. Agague veio confiante, pensando: “Com certeza já passou a amargura da morte”.
Samuel, porém, disse: “Assim como a sua espada deixou mulheres sem filhos, também sua mãe ficará sem o seu filho, entre as mulheres”. E Samuel despedaçou Agague perante o Senhor, em Gilgal.
Então Samuel partiu para Ramá, e Saul foi para sua casa, em Gibeá de Saul.
Nunca mais Samuel viu a Saul, até o dia de sua morte, embora se entristecesse por causa dele porque o Senhor arrependeu-se de ter estabelecido Saul como rei de Israel.

1 Samuel 15:1-35

Leitura feita por Rodrigo Campos, da Bíblia na Nova Versão Internacional

Se quiser receber o áudio das leituras diariamente em seu Whatsapp, solicite isso através do número 18-997358253

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz

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