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Brumadinho

No som da melodia pude perceber
O universo vivo que habita cada ser
Cada estrela, uma nota
Cada constelação, uma sinfonia
E assim o “pobrezinho” canta
Lá do alto da colina
Natureza verdejante maculada pela lama
Num só grito ao deus Tupã, um belo índio ao chão derrama
De joelhos, sem um norte, suas lágrimas no solo fétido
É o mal e o homem branco, verdadeiro par sincrético
E o canto lá do alto representa o funeral
Dos 150 mortos nesse teatro que é fatal
Fatal para os pobres, banal para a elite
É a morte em nome da ordem!
É a fraude em nome da grana!
É o mal institucionalizado!
Na bandeira republicana!

Felipe Farah
felipefarah12@gmail.com
felipe

 

 

 

 

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