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Bíblia Toda em 1 Ano – Dia 13/01 – Gênesis 39-43 – NVI

Gênesis 39

José havia sido levado para o Egito, onde o egípcio Potifar, oficial do faraó e capitão da guarda, comprou-o dos ismaelitas que o tinham levado para lá.
O Senhor estava com José, de modo que este prosperou e passou a morar na casa do seu senhor egípcio.
Quando este percebeu que o Senhor estava com ele e que o fazia prosperar em tudo o que realizava,
agradou-se de José e tornou-o administrador de seus bens. Potifar deixou a seu cuidado a sua casa e lhe confiou tudo o que possuía.
Desde que o deixou cuidando de sua casa e de todos os seus bens, o Senhor abençoou a casa do egípcio por causa de José. A bênção do Senhor estava sobre tudo o que Potifar possuía, tanto em casa como no campo.
Assim, deixou ele aos cuidados de José tudo o que tinha, e não se preocupava com coisa alguma, exceto com sua própria comida. José era atraente e de boa aparência,
e, depois de certo tempo, a mulher do seu senhor começou a cobiçá-lo e o convidou: “Venha, deite-se comigo! ”
Mas ele se recusou e lhe disse: “Meu senhor não se preocupa com coisa alguma de sua casa, e tudo o que tem deixou aos meus cuidados.
Ninguém desta casa está acima de mim. Ele nada me negou, a não ser a senhora, porque é a mulher dele. Como poderia eu, então, cometer algo tão perverso e pecar contra Deus? ”
Assim, embora ela insistisse com José dia após dia, ele se recusava a deitar-se com ela e evitava ficar perto dela.
Um dia ele entrou na casa para fazer suas tarefas, e nenhum dos empregados ali se encontrava.
Ela o agarrou pelo manto e voltou a convidá-lo: “Vamos, deite-se comigo! ” Mas ele fugiu da casa, deixando o manto na mão dela.
Quando ela viu que, ao fugir, ele tinha deixado o manto em sua mão,
chamou os empregados e lhes disse: “Vejam, este hebreu nos foi trazido para nos insultar! Ele entrou aqui e tentou abusar de mim, mas eu gritei.
Quando me ouviu gritar por socorro, largou seu manto ao meu lado e fugiu da casa”.
Ela conservou o manto consigo até que o senhor de José chegasse em casa.
Então repetiu-lhe a história: “Aquele escravo hebreu que você nos trouxe aproximou-se de mim para me insultar.
Mas, quando gritei por socorro, ele largou seu manto ao meu lado e fugiu”.
Quando o seu senhor ouviu o que a sua mulher lhe disse: “Foi assim que o seu escravo me tratou”, ficou indignado.
Mandou buscar José e lançou-o na prisão em que eram postos os prisioneiros do rei. José ficou na prisão,
mas o Senhor estava com ele e o tratou com bondade, concedendo-lhe a simpatia do carcereiro.
Por isso o carcereiro encarregou José de todos os que estavam na prisão, e ele se tornou responsável por tudo o que lá sucedia.
O carcereiro não se preocupava com nada do que estava a cargo de José, porque o Senhor estava com José e lhe concedia bom êxito em tudo o que realizava.

Gênesis 39:1-23

Gênesis 40

Algum tempo depois, o copeiro e o padeiro do rei do Egito fizeram uma ofensa ao seu senhor, o rei do Egito.
O faraó irou-se com os dois oficiais, o chefe dos copeiros e o chefe dos padeiros,
e mandou prendê-los na casa do capitão da guarda, na prisão em que José estava.
O capitão da guarda os deixou aos cuidados de José, que os servia. Depois de certo tempo,
o copeiro e o padeiro do rei do Egito, que estavam na prisão, sonharam. Cada um teve um sonho, ambos na mesma noite, e cada sonho tinha a sua própria interpretação.
Quando José foi vê-los na manhã seguinte, notou que estavam abatidos.
Por isso perguntou aos oficiais do faraó que também estavam presos na casa do seu senhor: “Por que hoje vocês estão com o semblante triste? ”
Eles responderam: “Tivemos sonhos, mas não há quem os interprete”. Disse-lhes José: “Não são de Deus as interpretações? Contem-me os sonhos”.
Então o chefe dos copeiros contou o seu sonho a José: “Em meu sonho vi diante de mim uma videira,
com três ramos. Ela brotou, floresceu e deu uvas que amadureciam em cachos.
A taça do faraó estava em minha mão. Peguei as uvas, e as espremi na taça do faraó, e a entreguei em sua mão”.
Disse-lhe José: “Esta é a interpretação: Os três ramos são três dias.
Dentro de três dias o faraó vai exaltá-lo e restaurá-lo à sua posição; e você servirá a taça na mão dele, como costumava fazer quando era seu copeiro.
Quando tudo estiver indo bem com você, lembre-se de mim e seja bondoso comigo; fale de mim ao faraó e tire-me desta prisão,
pois fui trazido à força da terra dos hebreus, e também aqui nada fiz para ser jogado neste calabouço”.
Ouvindo o chefe dos padeiros essa interpretação favorável, disse a José: “Eu também tive um sonho: Sobre a minha cabeça havia três cestas de pão branco.
Na cesta de cima havia todo tipo de pães e doces que o faraó aprecia, mas as aves vinham comer da cesta que eu trazia na cabeça”.
E disse José: “Esta é a interpretação: As três cestas são três dias.
Dentro de três dias o faraó vai decapitá-lo e pendurá-lo numa árvore. E as aves comerão a sua carne”.
Três dias depois era o aniversário do faraó, e ele ofereceu um banquete a todos os seus conselheiros. Na presença deles reapresentou o chefe dos copeiros e o chefe dos padeiros:
Restaurou à sua posição o chefe dos copeiros, de modo que ele voltou a ser aquele que servia a taça do faraó,
mas ao chefe dos padeiros mandou enforcar, como José lhes dissera em sua interpretação.
O chefe dos copeiros, porém, não se lembrou de José; ao contrário, esqueceu-se dele.

Gênesis 40:1-23

Gênesis 41

Ao final de dois anos, o faraó teve um sonho: Ele estava em pé junto ao rio Nilo,
quando saíram do rio sete vacas belas e gordas, que começaram a pastar entre os juncos.
Depois saíram do rio mais sete vacas, feias e magras, que foram para junto das outras, à beira do Nilo.
Então as vacas feias e magras comeram as sete vacas belas e gordas. Nisso o faraó acordou.
Tornou a adormecer e teve outro sonho: Sete espigas de trigo, graúdas e boas, cresciam no mesmo pé.
Depois brotaram outras sete espigas, mirradas e ressequidas pelo vento leste.
As espigas mirradas engoliram as sete espigas graúdas e cheias. Então o faraó acordou; era um sonho.
Pela manhã, perturbado, mandou chamar todos os magos e sábios do Egito e lhes contou os sonhos, mas ninguém foi capaz de interpretá-los.
Então o chefe dos copeiros disse ao faraó: “Hoje me lembro de minhas faltas.
Certa vez o faraó ficou irado com os seus dois servos e mandou prender-me junto com o chefe dos padeiros, na casa do capitão da guarda.
Certa noite cada um de nós teve um sonho, e cada sonho tinha uma interpretação.
Pois bem, havia lá conosco um jovem hebreu, servo do capitão da guarda. Contamos a ele os nossos sonhos, e ele os interpretou, dando a cada um de nós a interpretação do seu próprio sonho.
E tudo aconteceu conforme ele nos dissera: eu fui restaurado à minha posição e o outro foi enforcado”.
O faraó mandou chamar José, que foi trazido depressa do calabouço. Depois de se barbear e trocar de roupa, apresentou-se ao faraó.
O faraó disse a José: “Tive um sonho que ninguém consegue interpretar. Mas ouvi falar que você, ao ouvir um sonho, é capaz de interpretá-lo”.
Respondeu-lhe José: “Isso não depende de mim, mas Deus dará ao faraó uma resposta favorável”.
Então o faraó contou o sonho a José: “Sonhei que estava de pé, à beira do Nilo,
quando saíram do rio sete vacas, belas e gordas, que começaram a pastar entre os juncos.
Depois saíram outras sete, raquíticas, muito feias e magras. Nunca vi vacas tão feias em toda a terra do Egito.
As vacas magras e feias comeram as sete vacas gordas que tinham aparecido primeiro.
Mesmo depois de havê-las comido, não parecia que o tivessem feito, pois continuavam tão magras como antes. Então acordei.
“Depois tive outro sonho: Vi sete espigas de cereal, cheias e boas, que cresciam num mesmo pé.
Depois delas, brotaram outras sete, murchas e mirradas, ressequidas pelo vento leste.
As espigas magras engoliram as sete espigas boas. Contei isso aos magos, mas ninguém foi capaz de explicá-lo”.
“O faraó teve um único sonho”, disse-lhe José. “Deus revelou ao faraó o que ele está para fazer.
As sete vacas boas são sete anos, e as sete espigas boas são também sete anos; trata-se de um único sonho.
As sete vacas magras e feias que surgiram depois das outras, e as sete espigas mirradas, queimadas pelo vento leste, são sete anos. Serão sete anos de fome.
“É exatamente como eu disse ao faraó: Deus mostrou ao faraó aquilo que ele vai fazer.
Sete anos de muita fartura estão para vir sobre toda a terra do Egito,
mas depois virão sete anos de fome. Então todo o tempo de fartura será esquecido, pois a fome arruinará a terra.
A fome que virá depois será tão rigorosa que o tempo de fartura não será mais lembrado na terra.
O sonho veio ao faraó duas vezes porque a questão já foi decidida por Deus, que se apressa em realizá-la.
“Procure agora o faraó um homem criterioso e sábio e coloque-o no comando da terra do Egito.
O faraó também deve estabelecer supervisores para recolher um quinto da colheita do Egito durante os sete anos de fartura.
Eles deverão recolher o que puderem nos anos bons que virão e fazer estoques de trigo que, sob o controle do faraó, serão armazenados nas cidades.
Esse estoque servirá de reserva para os sete anos de fome que virão sobre o Egito, para que a terra não seja arrasada pela fome. ”
O plano pareceu bom ao faraó e a todos os seus conselheiros.
Por isso o faraó lhes perguntou: “Será que vamos achar alguém como este homem, em quem está o espírito divino? ”
Disse, pois, o faraó a José: “Uma vez que Deus lhe revelou todas essas coisas, não há ninguém tão criterioso e sábio como você.
Você terá o comando de meu palácio, e todo o meu povo se sujeitará às suas ordens. Somente em relação ao trono serei maior que você”.
E o faraó prosseguiu: “Entrego a você agora o comando de toda a terra do Egito”.
Em seguida o faraó tirou do dedo o seu anel de selar e o colocou no dedo de José. Mandou-o vestir linho fino e colocou uma corrente de ouro em seu pescoço.
Também o fez subir em sua segunda carruagem real, e à frente os arautos iam gritando: “Abram caminho! ” Assim José foi colocado no comando de toda a terra do Egito.
Disse ainda o faraó a José: “Eu sou o faraó, mas sem a sua palavra ninguém poderá levantar a mão nem o pé em todo o Egito”.
O faraó deu a José o nome de Zafenate-Panéia e lhe deu por mulher Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. Depois José foi inspecionar toda a terra do Egito.
José tinha trinta anos de idade quando começou a servir ao faraó, rei do Egito. Ele se ausentou da presença do faraó e foi percorrer todo o Egito.
Durante os sete anos de fartura a terra teve grande produção.
José recolheu todo o excedente dos sete anos de fartura no Egito e o armazenou nas cidades. Em cada cidade ele armazenava o trigo colhido nas lavouras das redondezas.
Assim José estocou muito trigo, como a areia do mar. Tal era a quantidade que ele parou de anotar, porque ia além de toda medida.
Antes dos anos de fome, Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om, deu a José dois filhos.
Ao primeiro, José deu o nome de Manassés, dizendo: “Deus me fez esquecer todo o meu sofrimento e toda a casa de meu pai”.
Ao segundo filho chamou Efraim, dizendo: “Deus me fez prosperar na terra onde tenho sofrido”.
Assim chegaram ao fim os sete anos de fartura no Egito,
e começaram os sete anos de fome, como José tinha predito. Houve fome em todas as terras, mas em todo o Egito havia alimento.
Quando todo o Egito começou a sofrer com a fome, o povo clamou ao faraó por comida, e este respondeu a todos os egípcios: “Dirijam-se a José e façam o que ele disser”.
Quando a fome já se havia espalhado por toda a terra, José mandou abrir os locais de armazenamento e começou a vender trigo aos egípcios, pois a fome se agravava em todo o Egito.
E de toda a terra vinha gente ao Egito para comprar trigo de José, porquanto a fome se agravava em toda parte.

Gênesis 41:1-57

Gênesis 42

Quando Jacó soube que no Egito havia trigo, disse a seus filhos: “Por que estão aí olhando uns para os outros? ”
Disse ainda: “Ouvi dizer que há trigo no Egito. Desçam até lá e comprem trigo para nós, para que possamos continuar vivos e não morramos de fome”.
Assim dez dos irmãos de José desceram ao Egito para comprar trigo.
Jacó não deixou que Benjamim, irmão de José, fosse com eles, temendo que algum mal lhe acontecesse.
Os filhos de Israel estavam entre outros que também foram comprar trigo, por causa da fome na terra de Canaã.
José era o governador do Egito e era ele que vendia trigo a todo o povo da terra. Por isso, quando os irmãos de José chegaram, curvaram-se diante dele, rosto em terra.
José reconheceu os seus irmãos logo que os viu, mas agiu como se não os conhecesse, e lhes falou asperamente: “De onde vocês vêm? ” Responderam eles: “Da terra de Canaã, para comprar comida”.
José reconheceu os seus irmãos, mas eles não o reconheceram.
Lembrou-se então dos sonhos que tivera a respeito deles e lhes disse: “Vocês são espiões! Vieram para ver onde a nossa terra está desprotegida”.
Eles responderam: “Não, meu senhor. Teus servos vieram comprar comida.
Todos nós somos filhos do mesmo pai. Teus servos são homens honestos, e não espiões”.
Mas José insistiu: “Não! Vocês vieram ver onde a nossa terra está desprotegida”.
E eles disseram: “Teus servos eram doze irmãos, todos filhos do mesmo pai, na terra de Canaã. O caçula está agora em casa com o pai, e o outro já morreu”.
José tornou a afirmar: “É como lhes falei: Vocês são espiões!
Vocês serão postos à prova: Juro pela vida do faraó que vocês não sairão daqui, enquanto o seu irmão caçula não vier para cá.
Mandem algum de vocês buscar o seu irmão enquanto os demais aguardam presos. Assim ficará provado se as suas palavras são verdadeiras ou não. Se não forem, juro pela vida do faraó que ficará confirmado que vocês são espiões! ”
E os deixou presos três dias.
No terceiro dia, José lhes disse: “Eu tenho temor de Deus. Se querem salvar suas vidas, façam o seguinte:
Se vocês são homens honestos, deixem um dos seus irmãos aqui na prisão, enquanto os demais voltam, levando trigo para matar a fome das suas famílias.
Tragam-me, porém, o seu irmão caçula, para que se comprovem as suas palavras e vocês não tenham que morrer”.
Eles se prontificaram a fazer isso e disseram uns aos outros: “Certamente estamos sendo punidos pelo que fizemos a nosso irmão. Vimos como ele estava angustiado, quando nos implorava por sua vida, mas não lhe demos ouvidos; por isso nos sobreveio esta angústia”.
Rúben respondeu: “Eu não lhes disse que não maltratassem o menino? Mas vocês não quiseram me ouvir! Agora teremos que prestar contas do seu sangue”.
Eles, porém, não sabiam que José podia compreendê-los, pois ele lhes falava por meio de um intérprete.
Nisso José retirou-se e começou a chorar, mas logo depois voltou e conversou de novo com eles. Então escolheu Simeão e mandou acorrentá-lo diante deles.
Em seguida, José deu ordem para que enchessem de trigo suas bagagens, devolvessem a prata de cada um deles, colocando-a nas bagagens, e lhes dessem mantimentos para a viagem. E assim foi feito.
Eles puseram a carga de trigo sobre os seus jumentos e partiram.
No lugar onde pararam para pernoitar, um deles abriu a bagagem para pegar forragem para o seu jumento e viu a prata na boca da bagagem.
E disse a seus irmãos: “Devolveram a minha prata. Está aqui em minha bagagem”. Seus corações se encheram de pavor e, tremendo, disseram uns aos outros: “Que é isto que Deus fez conosco? ”
Ao chegarem à casa de seu pai Jacó, na terra de Canaã, relataram-lhe tudo o que lhes acontecera, dizendo:
“O homem que governa aquele país falou asperamente conosco e nos tratou como espiões da terra.
Mas nós lhe asseguramos que somos homens honestos e não espiões.
Dissemos também que éramos doze irmãos, filhos do mesmo pai, e que um já havia morrido e que o caçula estava com o nosso pai, em Canaã.
“Então o homem que governa aquele país nos disse: ‘Vejamos se vocês são honestos: um dos seus irmãos ficará aqui comigo, e os outros poderão voltar e levar mantimentos para matar a fome das suas famílias.
Tragam-me, porém, o seu irmão caçula, para que eu comprove que vocês não são espiões, mas sim, homens honestos. Então lhes devolverei o irmão e os autorizarei a fazer negócios nesta terra’ “.
Ao esvaziarem as bagagens, dentro da bagagem de cada um estava a sua bolsa cheia de prata. Quando eles e seu pai viram as bolsas cheias de prata, ficaram com medo.
E disse-lhes seu pai Jacó: “Vocês estão tirando meus filhos de mim! Já fiquei sem José, agora sem Simeão e ainda querem levar Benjamim. Tudo está contra mim! ”
Então Rúben disse ao pai: “Podes matar meus dois filhos se eu não o trouxer de volta. Deixa-o aos meus cuidados, e eu o trarei”.
Mas o pai respondeu: “Meu filho não descerá com vocês; seu irmão está morto, e ele é o único que resta. Se qualquer mal lhe acontecer na viagem que estão por fazer, vocês farão estes meus cabelos brancos descerem à sepultura com tristeza”.

Gênesis 42:1-38

Gênesis 43

A fome continuava rigorosa na terra.
Assim, quando acabou todo o trigo que os filhos de Jacó tinham trazido do Egito, seu pai lhes disse: “Voltem e comprem um pouco mais de comida para nós”.
Mas Judá lhe disse: “O homem nos advertiu severamente: ‘Não voltem à minha presença, a não ser que tragam o seu irmão’.
Se enviares o nosso irmão conosco, desceremos e compraremos comida para ti.
Mas se não o enviares conosco, não iremos, porque foi assim que o homem falou: ‘Não voltem à minha presença, a não ser que tragam o seu irmão’ “.
Israel perguntou: “Por que me causaram esse mal, contando àquele homem que tinham outro irmão? ”
E lhe responderam: “Ele nos interrogou sobre nós e sobre nossa família. E também nos perguntou: ‘O pai de vocês ainda está vivo? Vocês têm outro irmão? ’ Nós simplesmente respondemos ao que ele nos perguntou. Como poderíamos saber que ele exigiria que levássemos o nosso irmão? ”
Então disse Judá a Israel, seu pai: “Deixa o jovem ir comigo e partiremos imediatamente, a fim de que tu, nós e nossas crianças sobrevivamos e não venhamos a morrer.
Eu me comprometo pessoalmente pela segurança dele; podes me considerar responsável por ele. Se eu não o trouxer de volta e não o colocar bem aqui na tua presença, serei culpado diante de ti pelo resto da minha vida.
Como se vê, se não tivéssemos demorado tanto, já teríamos ido e voltado duas vezes”.
Então Israel, seu pai, lhes disse: “Se tem que ser assim, que seja! Coloquem alguns dos melhores produtos da nossa terra na bagagem e levem-nos como presente ao tal homem: um pouco de bálsamo, um pouco de mel, algumas especiarias e mirra, algumas nozes de pistache e amêndoas.
Levem prata em dobro, e devolvam a prata que foi colocada de volta na boca da bagagem de vocês. Talvez isso tenha acontecido por engano.
Peguem também o seu irmão e voltem àquele homem.
Que o Deus Todo-poderoso lhes conceda misericórdia diante daquele homem, para que ele permita que o seu outro irmão e Benjamim voltem com vocês. Quanto a mim, se ficar sem filhos, sem filhos ficarei”.
Então os homens desceram ao Egito, levando o presente, prata em dobro e Benjamim, e foram à presença de José.
Quando José viu Benjamim junto com eles, disse ao administrador de sua casa: “Leve estes homens à minha casa, mate um animal e prepare-o; eles almoçarão comigo ao meio-dia”.
Ele fez o que lhe fora ordenado e levou-os à casa de José.
Eles ficaram com medo quando foram levados à casa de José, e pensaram: “Trouxeram-nos aqui por causa da prata que foi devolvida às nossas bagagens na primeira vez. Ele quer atacar-nos, subjugar-nos, tornar-nos escravos e tomar de nós os nossos jumentos”.
Por isso, dirigiram-se ao administrador da casa de José e lhe disseram à entrada da casa:
“Ouça, senhor! A primeira vez que viemos aqui foi realmente para comprar comida.
Mas no lugar em que paramos para pernoitar, abrimos nossas bagagens e cada um de nós encontrou sua prata, na quantia exata. Por isso a trouxemos de volta conosco,
além de mais prata, para comprar comida. Não sabemos quem pôs a prata em nossa bagagem”.
“Fiquem tranqüilos”, disse o administrador. “Não tenham medo. O seu Deus, o Deus de seu pai, foi quem lhes deu um tesouro em suas bagagens, porque a prata de vocês eu recebi. ” Então soltou Simeão e o levou à presença deles.
Em seguida os levou à casa de José, deu-lhes água para lavarem os pés e forragem para os seus jumentos.
Eles então prepararam o presente para a chegada de José ao meio-dia, porque ficaram sabendo que iriam almoçar ali.
Quando José chegou, eles o presentearam com o que tinham trazido e curvaram-se diante dele até o chão.
Ele então lhes perguntou como passavam e disse em seguida: “Como vai o pai de vocês, o homem idoso de quem me falaram? Ainda está vivo? ”
Eles responderam: “Teu servo, nosso pai, ainda vive e passa bem”. E se curvaram para prestar-lhe honra.
Olhando ao redor e vendo seu irmão Benjamim, filho de sua mãe, José perguntou: “É este o irmão caçula de quem me falaram? ” E acrescentou: “Deus lhe conceda graça, meu filho”.
Profundamente emocionado por causa de seu irmão, José apressou-se em sair à procura de um lugar para chorar, e entrando em seu quarto, chorou.
Depois de lavar o rosto, saiu e, controlando-se, disse: “Sirvam a comida”.
Serviram a ele em separado dos seus irmãos e também dos egípcios que comiam com ele, porque os egípcios não podiam comer com os hebreus, pois isso era sacrilégio para eles.
Seus irmãos foram colocados à mesa perante ele por ordem de idade, do mais velho ao mais moço, e olhavam perplexos uns para os outros.
Então lhes serviram da comida da mesa de José, e a porção de Benjamim era cinco vezes maior que a dos outros. E eles festejaram e beberam à vontade.

Gênesis 43:1-34

Leitura feita por Rodrigo Campos, da Bíblia na Nova Versão Internacional

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Rodrigo Campos
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