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Game of Thrones – O que está morto não pode morrer

O que está morto, não pode morrer! Esse é o lema dos Greyjoy e de quem mora nas Ilhas do Ferro. Eles possuem um ritual de batismo em que o Nascido do Ferro é mergulhado no mar pelo batizador, até perder a consciência, e caso volte à ela, se torna invencível.

Desde que ouvi esse lema pela primeira vez, foi impossível não associar isso ao ensino de Jesus, pois segundo Paulo (seu apóstolo), todo cristão é alguém que morreu com Cristo, para viver uma nova vida. Morrer com Cristo significa morrer para o pecado, morrer para si mesmo como medida de todas as coisas, morrer para o desejo de sucesso nos padrões deste mundo, morrer para a satisfação imediata dos desejos da carne, sempre que ela assim requerer.

A semelhança entre esse lema e o ensino de Jesus aumenta ainda mais, quando pensamos no fato de que Jesus não temia a morte e nos ensinou a não termos medo de quem pode matar o corpo. Essa postura foi vista por milhares de seus seguidores nos anos posteriores, que mesmo presos, chicoteados, cantavam e se alegravam pelo privilégio de sofrerem por causa do testemunho de Jesus.

Se o que está morto não pode morrer, a morte perde seu aguilhão, sua força, seu poder amedrontador, pelo contrário, o cristão agora sabe que os terríveis sofrimentos deste mundo, não hão de se comparar com a glória que há de ser revelada em Cristo Jesus. Essa consciência é impulsionada pelo fato de que nada, nem a morte, é capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus.

Como, então, explicar o fato de que milhares de pessoas que se dizem cristãs, tem dificuldades de lidar com as perdas, com o luto, com a possibilidade da morte, com a mera conversa sobre o assunto? Eu arriscaria uma resposta: boa parte dos cristãos de nossos dias adquiriram uma linguagem religiosa, compromissos religiosos, conhecem as histórias bíblicas, ouvem músicas religiosas, mas não adquiriram a mentalidade de Jesus e estão muito longe disso!

Quando a caminhada cristã não passa de aparência externa, sem conteúdo, sem realidade profunda, na hora do “vamos ver”, do perigo, da espada, do confrontamento, do sofrimento, da perseguição, do dia mau, cristãos cuja experiência é absolutamente superficial, fogem, ficam em crise existencial, se amedrontam, perdem o testemunho, negam a fé, se revelam completamente incrédulas no sentido mais vil dessa palavra. É como na parábola do semeador, quando a semente lançada até conseguiu uma receptividade alegre, mas os cuidados dessa vida e as tribulações fizeram tais sementes serem sufocadas e absolutamente anuladas em sua eficácia potencial.

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz

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