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Adultério Existencial

Quando falamos de adultério, geralmente restringimos o conceito à relação de casamento, como quando uma das partes decide romper com a promessa de ser um com o outro, incluindo um (a) terceiro (a), traindo, adulterando a fidelidade inerente a essa aliança.

Adultério é essencialmente existir contra o amor e a favor do próprio egoísmo, passando por cima de tudo e de todos, inclusive da própria consciência, fazendo valer a máxima de que “o que importa é a minha felicidade”, sem perceber que tal atitude nem a isso contribui, pois não existe um adúltero feliz, tampouco um ser que vive contra o amor e saia ileso nessa deliberação. 

O adultério deforma a própria identidade, trazendo consigo uma porção de ações destrutivas subsequentemente à decisão da infidelidade: mentiras, hipocrisia, cinismo, desonestidade, falsidade, dentre outras. O adúltero não é apenas aquele que cometeu um erro pontualmente grave no casamento, mas principalmente aquele que decidiu mergulhar num estado de dissolução e hedonismo, sequestrando tantos quantos forem necessários para a realização dos próprios desígnios malignos do coração.

Tudo começa com a aceitação de pensamentos infiéis, como disse Jesus, pela cobiça do que não é seu. Aí o adultério já começa a se instalar, ainda que subjetivamente. Em permitindo o pensamento lascivo, vem então a iniciativa de investir concretamente nessa atração, procurando oportunidade para efetivar o desejo. Tendo encontrado eco no desejo do outro, há a consumação do ato e a tentativa de fazer manutenção do frenesi que tal relação provoca (pois, há uma excitação diferenciada naquilo que é perigosamente proibido, seja pela sua própria consciência, seja pelo contrato social).

O adultério existencial, que é mais abrangente, é aquele que vive todas essas dimensões citadas acima (que foram aplicadas à relação matrimonial) nas relações de amizade, de ética profissional ou na dimensão de sociedade. Isso se manifesta no não cumprimento da palavra dada, na tentativa de sempre tirar vantagem sobre o outro, de manipular todos quantos forem possíveis para atingir seus objetivos pessoais, é aquele que faz uso da “malandragem” e da “esperteza” do jeitinho brasileiro para driblar o caminho da honestidade e da ética em relação ao outro, seja esse outro o vizinho, o colega de trabalho, o padeiro, o comprador, o vendedor, o filho, o professor do filho, a faxineira, o frentista, o político etc.

Haviam muitos cobradores de impostos na época de Jesus que eram adúlteros existenciais, sem contar os religiosos que foram acusados por Jesus de serem hipócritas e traiçoeiros como as víboras. Podemos citar também Judas Iscariotes que se aproveitava das ofertas sinceras, que faziam a Jesus, para benefício próprio. Muitos adúlteros existenciais são aplaudidos, venerados, são considerados sábios, exemplos a seguir por muitos, especialmente por outros adúlteros existenciais.  

Os verdadeiros sábios elogiam a verdadeira sabedoria, gente ética honra a pessoa que é igualmente ética, o malandro exalta os pais da malandragem.

Bem aventurados são os puros de coração, pois estes verão a Deus!

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz

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