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Um apelo à união dos escritores!

Muitos já sabem que faço parte da Associação Prudentina de Escritores (com muita alegria), e que portanto, participo praticamente de todos os Saraus Solidários promovidos no terceiro sábado de cada mês pela APE. Mas, às vezes, por causa do ritmo da rotina, do cotidiano, a gente corre sempre o risco de perder o sabor das experiências, e ficarmos dessensibilizados com aquilo que em outro momento já nos arrancou “brilho dos olhos”. Isso não é exclusivo de uma tarefa específica, isso acontece o tempo todo! Basta repetir mil vezes uma determinada ação e você verá que as percepções sobre aquilo correm o risco de cair no status de “tanto faz, tanto fez”. Assim vejo acontecendo comigo e com alguns amigos artistas e escritores não apenas em relação à Associação, mas em relação à vida como um todo.

Esse texto não é uma crítica que visa apontar erros, antes, é um estímulo à encontrarmos novamente o sentido da nossa vocação e esperança como artistas! Estímulo a nos encantarmos novamente por aquilo que já foi uma alegria notável. Nós como escritores somos diferentes em muitos aspectos, em muitas opiniões, e graças a Deus isso é assim. Todo ser humano que não abriu mão de sua capacidade de pensar há de discordar, há de fazer análises, há de argumentar nessa ou naquela direção, ora agradando, ora desagradando. É assim mesmo! Quem perdeu essa capacidade, talvez tenha se acomodado e delegado sua responsabilidade de pensar a vida a algum outro pensador (o que é um desastre).

Por isso, nos unamos! Nos unamos pra expressar a dor que a gente sente e também a dor que outros nos contaram que sentem. É preciso nutrir essa empatia! Nos unamos para redescobrir a beleza das artes quando utilizadas para o bem comum, para a promoção de reflexões sociais, de expressão da vida imitando-a e influenciando-a em todos os seus desafios comuns a todos nós.

Reflita nisso: ter espaço para recitar um texto, cantar uma canção, expressar a nossa arte e interagir com outras pessoas não é pouca coisa, não é algo sem valor, especialmente quando não há interesses escusos, político-partidários, não há barganhas ou trocas com intuito meramente comercial. É por amor à cultura, é por valorização dos seres humanos, é por convicção de que o mundo pode ser transformado quando ouvimos verdades ditas em amor, com sensibilidade, quando dialogamos com as diferenças, quando alimentamos a empatia pela dor do outro, e a arte proporciona tudo isso.

Num momento de tanta polarização, nos unamos pelo bem social e pelo nosso próprio bem!

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz
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